quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Os tempos de outrora




















Tive tempo de estar entre os sorrisos
Aqueles dias onde o sol aparece entre o ciano dos céus
Encontrando a minha pele
O meu sorriso
Com seus raios brilhantes
Tive tempos de estar entre os abraços
O vento acaricia o meu corpo
E as ideias que matam se espalhavam entre os dedos
Até mesmo os céus nublados
Aquele frio me faz abraçar o próprio corpo
Poderia esse ser o abrigo?
Agora estou em tempos de quase nada
Meu corpo não recebe o sol
Não procura o vento
Nem se preocupa com o tempo
Estou no instante da inércia
Da palavra que sai por um fio
Da experiência que não se completa
Minhas pernas retesaram-se
E os olhos procuram se fechar
Os sorrisos e os abraços continuam aqui
Mas sem alguém para alcançar
Queria voltar aos tempos de outrora
Eu sabia onde podia me encontrar.
 G.MOON 

domingo, 27 de agosto de 2017

Raízes



















O corpo levita
A cabeça flutua
Os olhos mal veem
O sentido que se foi
Naquelas palavras que em nada marcaram

Para dentro ou Para fora
Tanto faz
Minha mente nada mais retém
Sobrou somente o vento ao meu rosto
Quando tudo que esteve em você se foi
A raiz se desfez sozinha
Não há mais flores,
Nem a mulher que se via
Nem os mais notáveis sonhos
Jogaram-se aos céus
Onde nunca poderão ser encontrados
Eu jamais fui de alguém
Eu jamais me montarei
E desmontarei de novo
A cabeça flutua
As raízes crescerão
De tudo que eu mais queria
Era crescer em paz.

G.MOON 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Imagem


















Há uma imagem de mim
Há uma imagem de ti
Há um sentimento de nós
O encontro, onde está o confluir?
Um pedaço aqui
Outro acolá
Pedaços diferentes
Peças que se quebram
Uma imagem que se constrói
E se destrói
Os cacos se encontram ao chão
O todo se reparte
Ou ele sequer existiu?
  * Meus olhos zombam de mim?


G.MOON 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O estranho





Todas as noites
Uma névoa de letras
E palavras soltas
Entre nós e caminhos
Feitos e desfeitos
Debatem entre si
E nesta pequena-grande guerra
Eu sou um estranho em mim mesmo
Fechar os olhos não me adianta
Procurar meu próprio abraço
Tornou-se um martírio
O próprio corpo não se reconhece
Estranha-se
Desabitua-se
Perdeu-se dentro de si mesmo
É uma espiral vazia:
Sem inicio, sem fim





G.MOON

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Prosa do dia / 01-08-2017



Depois de praticamente o mês de julho inteiro fora, eu volto a dar as caras por aqui... Mas, ainda burlando o tempinho, para poder respirar o MEU cantinho novamente... Que eu sinto tanta saudade. Sim, minha vida de universitária está bem louca esses tempos... Pois, apesar de eu estar pegando uma quantidade menor de disciplinas, a carga de leitura e atividades está intensa e temos que aprender a manejar, não é mesmo?
Porém, mesmo nesta loucura inteira, estou bem. Cheia de pontuações a fazer sobre mim mesma, mas estou bem. Minha relação com o pessoal na universidade anda bem divertida, em casa são as mesmas coisas de sempre, mas levamos em frente. E só, eu acho. Não tenho muito a dizer sobre minha vida social. Estou só com coração apertado por ter deixado o blog durante um tempo e me dedicado à universidade e às minhas fanfics (que ainda estão atrasadas rs), mas aos poucos eu vou voltando ao eixo. Talvez semestre que vem a loucura seja ainda mais intensa, mas acho que suporte é o que não me falta. 
Não é que eu parei de refletir sobre mim, na verdade, o fluxo de pensamentos continua bem intenso, mas eu não estou mais com tanto tempo para parar e escrever. Hoje eu parei por que a necessidade veio como um insight, sabe? Quando percebi já tinha uma guia aberta no computador e no rascunho do email eu fiz a poesia... e foi. 
Acho que posso continuar assim, não sei? Talvez, também, minhas energias estejam sugadas pelas fics? xD 
Não sei... Mas, enquanto eu viver, não importa se for em rascunho, em folhas de caderno.. em formas de poesias ou de histórias... Minhas palavras vão viver... Respirar e viver. Para sempre. É isso. =)

G.MOON

(Des)compassos



As linhas se entrecortaram aqui dentro
Desfazem os nós antigos
Os diversos caminhos já trilhados
Crio espinhos afiados 
Que crescem na carne
E na confusão dos sentidos 
Espalham sentimentos 
Sujando de rubro cada pedaço
Cada destroço jogado ao chão
Todas as minhas vias sumiram
As minhas certezas
As âncoras que me sustentavam, enfim
E sobra a angústia
A fina e pesada angústia
Com seu jeito desatino de me parar
De me fazer correr
Com esses sentidos ainda confusos
Os pedaços destroçados,
Distribuídos em cada espaço 
A cada passo dado
E me faz ser mais inteira
Menos estanque
Arrancando as raízes
Escorando-se nos (des)compassos.

G.MOON

PERDÃO

Eu deveria pedir perdão A mim mesma. Pelas histórias inventadas Os sentimentos perdidos E as palavras mal explicadas Eu deveria p...