segunda-feira, 29 de maio de 2017

meio a meio



Nunca tive cara de nova,
muito menos de mais velha,
sempre um meio a meio...
Ou uma normalidade insossa.
Minhas palavras nunca foram tão maduras,
nem muito frescas,
eu sempre estive a deriva,
ora em mares mais rasos,
ora um pouco mais fundo...
Procurando os sentidos que se afundaram.
Nunca tive muitos amigos,
nem poucos amigos,
sempre um ou dois, talvez três
que permanecerão
que permanecem ou,
simplesmente
se perdem em seus próprios caminhos...
Eu nunca tive muito amor,
nem poucos amores,
meu coração sempre encontrou
um equilíbrio que nunca existiu,
transitando entre
a mania,
a melancolia..
Ou o egoísmo distante.
As paixões..
Nem tamanhas,
nem pequenas.
Uma dose sem expressão,
 um ardor que pouco fez efeito.
O calor que não se afogueou:
Apagou-se antes que eu soubesse que existia.

Eu sempre fui um para lá e um pouco de cá.
Esse meio a meio vem incomodando,
vem se preenchendo de um excesso invisível,
que pode se tornar um nada gritante.

G.MOON

4 comentários:

  1. Eu a esmo busco enfermo o extenso extremo do meio-termo.
    GK

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  2. Bonito poema! O "eu" que narra, ainda que se entendie com sua condição de "meio a meio", quase que me causa inveja: o "meio a meio" não deixa de ser equilíbrio. Eu sempre pendo muito para um lado ou muito para outro; eu sempre sinto necessidade de me reinventar! Isso talvez me tire um pouco o foco, ainda que me mantenha empolgada com a vida. Bem... todos temos problemas.

    Abraços e um bom fim de semana para você!

    As moscas na janela

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    Respostas
    1. Obrigada! ♥
      Esses meus extremos me entediam mesmo... Mas é uma forma de se manter vivo e em mudança.
      Boa semana pra ti, abraço! :)

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