terça-feira, 15 de agosto de 2017

O estranho





Todas as noites
Uma névoa de letras
E palavras soltas
Entre nós e caminhos
Feitos e desfeitos
Debatem entre si
E nesta pequena-grande guerra
Eu sou um estranho em mim mesmo
Fechar os olhos não me adianta
Procurar meu próprio abraço
Tornou-se um martírio
O próprio corpo não se reconhece
Estranha-se
Desabitua-se
Perdeu-se dentro de si mesmo
É uma espiral vazia:
Sem inicio, sem fim





G.MOON

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Prosa do dia / 01-08-2017



Depois de praticamente o mês de julho inteiro fora, eu volto a dar as caras por aqui... Mas, ainda burlando o tempinho, para poder respirar o MEU cantinho novamente... Que eu sinto tanta saudade. Sim, minha vida de universitária está bem louca esses tempos... Pois, apesar de eu estar pegando uma quantidade menor de disciplinas, a carga de leitura e atividades está intensa e temos que aprender a manejar, não é mesmo?
Porém, mesmo nesta loucura inteira, estou bem. Cheia de pontuações a fazer sobre mim mesma, mas estou bem. Minha relação com o pessoal na universidade anda bem divertida, em casa são as mesmas coisas de sempre, mas levamos em frente. E só, eu acho. Não tenho muito a dizer sobre minha vida social. Estou só com coração apertado por ter deixado o blog durante um tempo e me dedicado à universidade e às minhas fanfics (que ainda estão atrasadas rs), mas aos poucos eu vou voltando ao eixo. Talvez semestre que vem a loucura seja ainda mais intensa, mas acho que suporte é o que não me falta. 
Não é que eu parei de refletir sobre mim, na verdade, o fluxo de pensamentos continua bem intenso, mas eu não estou mais com tanto tempo para parar e escrever. Hoje eu parei por que a necessidade veio como um insight, sabe? Quando percebi já tinha uma guia aberta no computador e no rascunho do email eu fiz a poesia... e foi. 
Acho que posso continuar assim, não sei? Talvez, também, minhas energias estejam sugadas pelas fics? xD 
Não sei... Mas, enquanto eu viver, não importa se for em rascunho, em folhas de caderno.. em formas de poesias ou de histórias... Minhas palavras vão viver... Respirar e viver. Para sempre. É isso. =)

G.MOON

(Des)compassos



As linhas se entrecortaram aqui dentro
Desfazem os nós antigos
Os diversos caminhos já trilhados
Crio espinhos afiados 
Que crescem na carne
E na confusão dos sentidos 
Espalham sentimentos 
Sujando de rubro cada pedaço
Cada destroço jogado ao chão
Todas as minhas vias sumiram
As minhas certezas
As âncoras que me sustentavam, enfim
E sobra a angústia
A fina e pesada angústia
Com seu jeito desatino de me parar
De me fazer correr
Com esses sentidos ainda confusos
Os pedaços destroçados,
Distribuídos em cada espaço 
A cada passo dado
E me faz ser mais inteira
Menos estanque
Arrancando as raízes
Escorando-se nos (des)compassos.

G.MOON

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Linguagem do corpo




Os olhos voltados pra cima
A boca seca
Os lábios trêmulos 
Os dedos que se fecham
Meu corpo denuncia
O que a palavra não reconhece
O corpo denuncia
O que a mente desapercebe
O horizonte parece frio demais
Os outros têm seus olhares em mim...
Como se decorassem toda linguagem do meu corpo
Mas o que eu sinto?
O que eu percebo?
O que eu não vejo?!
Queria sair de mim,
Perceber tudo como nunca antes
Mas esta mente, 
É quem mais omite
Mais mente


Nega o que sente. 


G.MOON

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Desejo e solidão


Em tudo há meu desejo de solidão
Em cada passo meu, o rosto se contorce
E a pele se aquece
Gritando-lhe: Solidão
Quem sabe eu te peça uma palavra?
Quem sabe? Aproxime em um abraço?
Mas o meu corpo
A minha voz e todo meu canto
Vive na solidão
Solitude
Solitário canteiro
A palavra dita em um único sossego
A sombra de um pé de laranjeira
O pôr do sol e o alaranjado das nuvens 
A luz incide
E meu corpo é somente solidão
As palavras também parecem surgirem por si mesmas
Tatuam-se no tempo
Cobrando meu destino
Cantam e contam 
A solidão.
Quem sabe um dia uma alma sozinha
Encontre em um abraço algo que a comporte
Algo que afague, mas não afaste
O canto deste corpo
Encantado em solidão.

G.MOON

sábado, 8 de julho de 2017

Felino



Como um felino à espreita
Ela se agacha e espera
O seu bote pronto
As garras afiadas
Arrepia-se
E se revela adentro ... 
Nas noites de lua cheia
Onde ela se vê completa
Cheia de sonhos a vista
Às vezes parece bicho amuado
Quieto e reservado
Nada lhe interessa
Nada a convence
Mas ela pode ser muito mais
Do que qualquer um pensa
Seus olhos brilham em dourado
Seu corpo macio pode procurar um colo
Mas não por muito tempo...
Não em demasia

Pois ela se cansa
e seu corpo, sozinho
carrega sua própria alegria.

G.MOON

sexta-feira, 30 de junho de 2017

(in)Decisão



Qual a sua decisão?
Diga-me, antes que esta noite termine
E as estrelas com seu brilho não me alumiem mais
Antes que meu sorriso se apague
Antes que minha mente pare

Não entendo teus sinais
Esses teus gestos incertos
Os véus de furtivos movimentos
Que encobrem o teu rosto

Eu desejei estar tão perto
Eu desejei os teus suspiros
As palavras que me alegravam

Mas, agora, não entendo..
Qual sua decisão?

Diga-me
Antes que meus sentidos esqueçam 
como era antes desta confusão
Antes que tudo não passe de memorias amareladas
 neste meu passado erguido na
indecisão


G.MOON

sábado, 24 de junho de 2017

Momento difícil


Difícil perceber o momento em que não vê ninguém pra desabafar. Ninguém parece te compreender muito bem. Ninguém demanda teu tato ou teu abraço. Perceber que aqueles que pareciam ser amigos te deixaram em um momento difícil

Sentir-se abandonado 
Isolado entre muitos
Perdido entre vozes e risos

Como se sua existência pouco valesse ali. O que vale uma palavra trocada ou outra?
Quando os laços se desatam como se estivessem em areia movediça. Desmontando-se em uma velocidade que realmente não dá pra compreender

Talvez seja eu que crie expectativas demais. Talvez sejam eles que pouco me valorizam.

Mas a vida é assim... Não?
Nos vemos sozinhos
Desamparados

E o fato é...
Abraçar esta solidão. 

G.MOON

domingo, 18 de junho de 2017

Criança liberta




Queria ser criança liberta
Criança nascida do verde louro
Que grita aos sete ventos
E pula de pés descalços 
Sobre a terra árida deste terreno
Uma criança que não tem medo dos espinhos da flor
Celebra sua curiosidade
Andando entre os pântanos úmidos
À procura de novos territórios para construir suas fantasias
Nada de parquinhos
Ou brinquedos que pouco me exigem de 
Tato
Queria ser criança da terra
Crescendo em raízes férteis,
as verdes folhas e seus finos ramos
Florescer e brincar no amanhecer de um dia fresco
sem mais temer os ventos
sem mais temer as tempestades
nem as cicatrizes... 

G.MOON

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Prosa do dia 08/06/2017


Dias sem aula e sempre a mesma sensação de solidão, misturada às indagações  sobre o que eu devo fazer do meu futuro. Eu já estou tão acostumada, que quase não me deixo mais abater por estas coisas... Então, o que faço para aliviar? Escrevo ou fico a agir do modo mais objetivo o possível, mesmo que todas as dúvidas rondem a minha cabeça. Ou... simplesmente escuto música. Música que me acalma, me acalenta...  Como esta de Tame Impala, por exemplo... Banda que eu me viciei esses tempos.


Uma das coisas que mais ocupam meus pensamentos esses dias é... Será que fiz a escolha certa na universidade? Eu sempre gostei de Psicologia e qualquer coisa que envolva a subjetividade, a singularidade humana. Porém, quando me deparei ao curso, são tantas coisas diferentes... Tantas concepções diversas sobre o que é o ser humano, como ele se constitui, como ele vê e apreende o mundo... O que eu chego a pensar ser consequência dessa nossa diversidade mesmo de ser... Porém, sinto-me perdida em alguns momentos... Sem saber o que escolher, o que me identificar... É como um imenso banquete onde não sei do que me servir, tudo parece bom (quer dizer, nem tudo rsrs), com seus defeitos, mas imensas qualidades...
Ainda tem a questão de que eu não sei se darei conta. Ser psicólogo é muito complicado, de verdade. É incrível saber do outro, mas... Lidar com o sofrimento do outro, sem correr o risco de se envolver demais, bicho, é dureza. Mas eu não posso me desvencilhar para pensar agora... Tenho responsabilidades as quais não posso me abster :')

*******

Mas... mudando completamente de assunto... Aconteceu uma coisa muito chata comigo, que eu descobri ontem... Pesquisei uma fanfic minha (ainda em construção) no Google, e acabei descobrindo um serzinho que copiou minha sinopse, mudou o nome da protagonista e pôs em forma de vídeo... Sério, às 23:00 de ontem, senti que explodiria de raiva, mas antes de fazer qualquer besteira, postei em um grupo do facebook e várias pessoas me ajudaram a denunciar, mas não sei se o vídeo será excluído.
Eu amo tanto as minhas histórias e poesias... Faço no papel, passo para o computador.. Edito, reedito, leio e releio até acreditar que estou satisfeita e vem uma pessoa e copia meu texto sem o mínimo de respeito... Sei que foi apenas a sinopse, mas para pegar os capítulos restantes não faltou muito. Eu espero que consiga resolver isso, se não, vou ter de tomar outras providências ( ainda preciso ler sobre as denuncias no YT).

******

*Enfim... Apesar de tudo, estou tentando me manter mais calma. Não conto mais tanto com o tempo, mas tento meditar a prudência... E o meu ritmo. Acho que é isso... Se será bom ou não... Não sei :)

G.MOON

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A flor e sua juventude



Em um canteiro qualquer
Havia uma flor
Exalando seu perfume graciosamente
Em júbilo da mocidade
Tão vermelha quanto a areia que a assenta
Tão solitária quanto os beija-flores que passavam por ela

Mas ela era uma flor diferente das outras
Esse seu cheiro
Seu encanto de juventude
Nada lhe trazia:
Nem um olhar
Nem uma doce palavra sequer

Passam-se as estações
O frescor do Verão
A frieza tímida do Outono
A glória e as cores da Primavera
E sempre parece um intenso Inverno para ela

Onde fica acolhida
Fechada
Inebriada em seu próprio cheiro
Encostada em seu solitário canteiro 

G.MOON

segunda-feira, 29 de maio de 2017

meio a meio



Nunca tive cara de nova,
muito menos de mais velha,
sempre um meio a meio...
Ou uma normalidade insossa.
Minhas palavras nunca foram tão maduras,
nem muito frescas,
eu sempre estive a deriva,
ora em mares mais rasos,
ora um pouco mais fundo...
Procurando os sentidos que se afundaram.
Nunca tive muitos amigos,
nem poucos amigos,
sempre um ou dois, talvez três
que permanecerão
que permanecem ou,
simplesmente
se perdem em seus próprios caminhos...
Eu nunca tive muito amor,
nem poucos amores,
meu coração sempre encontrou
um equilíbrio que nunca existiu,
transitando entre
a mania,
a melancolia..
Ou o egoísmo distante.
As paixões..
Nem tamanhas,
nem pequenas.
Uma dose sem expressão,
 um ardor que pouco fez efeito.
O calor que não se afogueou:
Apagou-se antes que eu soubesse que existia.

Eu sempre fui um para lá e um pouco de cá.
Esse meio a meio vem incomodando,
vem se preenchendo de um excesso invisível,
que pode se tornar um nada gritante.

G.MOON

sábado, 27 de maio de 2017

Opacidade




Sempre estive entre as luzes,
Procurando por mistérios
E contendas que nunca foram minhas
Os corredores,
Antes iluminados por raios de luzes brancas
Hoje sobram apenas as frestas
Os mínimos filetes
Que me permitem saber das tuas passagens
Sem muita nitidez
Em pontos turvos, incertos
E muito afinco... Angústia.
Nunca pensei que um dia
Pudesse dizer:
Não há nada mais aqui
Não há mais passo dado, nem expectativa
Amor ou sequer ódio
Há apenas o opaco
O indiferente
O sem vigor
O meu caminho é difícil demais?
A minha estrada parece tão cheia de obstáculos, assim?
Parece, para você?
Eu juro tentar, juro que tentei te ajudar
Mas teu ardor nunca se integrou a mim
Os sorrisos e a doçura (fingida, talvez?) nunca foram para mim
Estarão sempre do lado de lá
Onde não estou
E nunca estarei
Trato de andar pelos mesmos corredores
Sozinha
Estranhando-te em demasia
Mas eu juro que quando a caminhada terminar
Essa tua memória sempre vai permanecer

Por mais que eu lute para me libertar


G.MOON

Eu



Certos momentos eu me pego pensando e quando percebo, algo desesperador.. Angustiante, lampeja em minha consciência: É somente eu, eu e eu. Sou eu quem me construo, sou eu quem me conduzo, somente eu quem me entende, de verdade. Os outros são os outros, perdidos em suas próprias couraças, guardados a sete chaves (na maneira mais clichê de se dizer) em seus próprios segredos.

Nada mais há de acontecer nesse mundo, senão encontros de fortalezas... Encontros de segredos. E não há nada mais bonito do que isto.

Se você me permite passar: Está tudo bem. Se não, teu espaço é teu culto e tua morada mais bonita: Tudo bem, também.

-G.MOON

quinta-feira, 25 de maio de 2017

prosa do dia 25/05/2017



Eu percebi que nestas ultimas semanas eu tenho produzindo menos poesias e me concentrado mais em minhas fics.. Infelizmente, acabei me afastando um pouco do blog por conta de uma problema familiar e, agora, estou canalizando energias para produzir minhas historias.. Porém, acho que há algo mais que tem me deixado um pouco longe daqui: O fato de que eu tenho refletido os meus pensamentos, os meus sentimentos e pouco estou conseguindo imprimir em papel. Tudo fica perambulando em minha cabeça e quando pego o papel as palavras são insossas e sem muita vida. 
Esses tempos eu tenho descoberto algumas coisas... Umas ruins outras medianas... Amizades que na verdade nunca foram amizades; uma nova forma de lidar com algumas situações... O controle da raiva, outros manejos... Teorias que têm feito sentido em muita coisa.
Uma felicidade estranha aqui dentro, que tem se alimentado destas descobertas também esquisitas.
Pode ser que eu esteja tão inundada, de tantas coisas diferentes, que fique difícil de tecer as palavras... As teias se desfazem, descolorem, talvez ganham o real? Não sei...
Continuo estudando (apesar de todos os problemas que surgem naquela universidade), inventando um futuro que ninguém consegue prever, mas minhas válvulas de escape sempre me ajudam a enfrentar o real. 
Não gosto de passar muito tempo longe daqui, mas por enquanto é isto... Talvez estes afetos ganhem algum sentindo... Algum momento, talvez. Moon está descansando esses dias.


G.MOON

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Introdução ao futuro



Quando nada mais estiver em tuas mãos
Olhe para trás
Nem que seja um instante
Nem que o brilho amarelado das folhas seja angustiante
Veja os carinhos negados
As palavras mal ditas
Os silêncios de muitos afetos 


Olhe para trás
Mas mantenha os olhos nus
Secos de lágrimas
Firmes por tua história
Desnudos de qualquer valor
Sem contar qualquer pudor


Quando olhares para frente
Terás a imagem que não pode ser repetida,
Jamais.

- G.MOON

domingo, 14 de maio de 2017

Desorganização




Os amores rodopiam por dentro
Abrem os braços e me dizem o quanto querem se expandir
Aguçam os ouvidos: os sussurros perturbam de dentro para fora
Os sentimentos continuam a bagunçar a unidade da vida
Quando todos estão aqui
Mal veem o fogo que ascende nos olhos
Quando todos se vão
Este fogo brilha em ciano aqui dentro
De nada me adianta perguntar onde estão os meus destinos
Eu apenas deixo a desorganização investir
Os amores rodopiam, bagunçam
Despenam
E eu estou entrando nesta dança

Deixando o ciano tomar conta de cada dor em meu corpo

- G. MOON

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Vinte



Então... Chegou o doze de maio.
Dessa vez não pensei em uma poesia. Mas palavras soltas bastam.
Vinte anos não parecem muita coisa... Mas em mim já ganhou uma carga enorme. Hoje somente será mais um dia normal em minha vida. Talvez eu receba um telefonema ou outro.. Mas nada lá fora muda. Nada mesmo. 
Aqui dentro.. Talvez. Não tão rápido quanto penso. Nem tão significativo.. Mas muda aos pouquinhos.
E talvez eu nem perceba muito bem: Os olhos outros. As ideias outras.. As pessoas... Outras.
Sinto que algumas coisas permanecem aqui, talvez sempre permaneçam.. Mas os sentidos mudam de tal forma que até eu mesma me surpreendo e é importante me manter assim.

Atenta, pensativa... Refletindo e ressignificando tudo sobre os outros e, principalmente, sobre eu mesma.




Então, parabéns para mim. Parabéns para você, Moon, que me ajuda a mudar.

Ser um novo ser todos os dias da minha vida.

-G.MOON

segunda-feira, 8 de maio de 2017

(In)satisfação



Dizem que sempre buscamos nos completar
 Somos seres de faltas
 Dos quereres
 Das incompletudes
 Das buscas


 Nessa minha (breve) mas cansativa caminhada
 Cada dia mais me parece que
 Não há objeto
 Nem Ser capaz de me levar à plenitude


 Sou feita do não ter
 Da representação inacabada
 Do discurso que nunca se completa


 Todas as minhas escolhas levam a novos quereres
 E esta angustia perdura...
 Insiste
 Persiste
 Até o pêndulo da vida parar
 E cair a plenitude do ser.


- G.MOON 

terça-feira, 2 de maio de 2017

E os ventos de maio se anunciam...



Então... Chegou o "meu mês" (Faz sentido?).

Daqui a 10 dias a crise dos 20 se acentuará, ela já bate na minha porta. Enfim, perguntaram-me esses dias... Está preparada para os vinte anos
Bom, eu acho uma pergunta estranha, mas ao mesmo tempo plausível de se fazer. 
Eu diria, há alguns anos atrás, que é apenas mais um ano que chega. Mais um pouco de idade. Porém, desde os dezoito anos, perspectivas diferentes invadiram o meu doze de maio e cada vez mais tem se tornado uma experiência mais intrigante... mais interessante. O que é ser adulto? Como será meu futuro? O que se faz daqui para frente? Como agir diante de tantas novas situações que se colocam à minha frente?
Pode parecer bobo se fazer tantas perguntas... Mas os questionamentos chegam aos montes e, realmente, não estou mais tão disposta a respondê-los.  Esses dias eu estou... diria que... "Seguindo o fluxo". Cada dia uma situação nova, cada dia algo novo para se aprender. Então, estou seguindo, me colocando à frente, ainda com estes questionamentos em mente, mas sem me alongar nestas reflexões. 

Elas algum dia serão respondidas? Não sei, talvez. Talvez as experiências me ajudem a responder... Mas eu sempre me angustiei demais por situações que fazem parte das nossas vidas... Coisas comuns, que passam (na verdade, ainda sou um pouco assim). Mas estou meditando o seguir... O caminhar, pensando, respondendo, agindo como posso. Até onde meus limites alcançam. 

- G.MOON

domingo, 30 de abril de 2017

Não há.



Não há pergunta
Não há resposta
Não há palavra
Não há diálogo

Nem sequer um abraço
Ou um toque desejado

São apenas estranhos
Seguindo seus destinos distintos
São apenas estranhos
Observando-se entre seus caminhos

Eu sou apenas expectativa
Sou apenas o desejo
A palavra contida
O abraço ao vento

Já você... Você?
Pra mim... você é apenas imaginação
Apenas o que eu planejei
Apenas o que eu esperei

Você deve ter em si,
Algo que eu nunca sei.
Talvez nunca saberei.

-G.Moon

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Indecifrável



Quando tudo se for
Sei que ainda estarás presente aqui
Quando o pulso pender ao infinito
Sei que podes cantar para sempre
Quando toda sensação se esvair
Sei que tua imagem continuará aqui

Assustam-me as correntes do destino
O fim de todos, a imagem não definida
E indecifrável do não-ser 
Mas todos vão se constituindo de pé
As marcas constroem-se pelo mundo afora

Então
Quando tudo se for
Todas as tuas pegadas continuam aqui
Em cada fio de pensamento

Em cada lágrima feita somente pra ti.

É tão estranho perder alguém querido... :'/ Mas ele está em paz agora.

-G.MOON

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Uma foto para alegrar o dia.


Eu amo gatos... Acho que sempre deixei isso bem claro por aqui. xD
Essa fotinha é tão meiga e simples, mas me acalentou de um jeito estranho que eu sinto uma paz enorme quando olho para ela.
É só a Smoothie (nome da gatinha) e algumas flores.
Mas me deu um conforto.. 
Não sei explicar. Deixo aqui pra vocês.

-G.MOON

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Prosa do dia 12/04/2017


Certos momentos, principalmente esses dias, eu sinto uma vontade imensa de falar algo com alguém, mas eu não encontro... Então, vejo meu blog aqui e me eu sinto realmente confortável de falar.
Sabe quando você está em uma situação que não sabe muito bem o que vai acontecer, onde vamos desembocar e todo o futuro vira um ponto turvo maior do que ele já é? Então.. Esses meus últimos dias têm sido assim.
Um pouco sozinha, quase sem chão e temendo tudo que pode vir.
Eu geralmente tento me manter equilibrada, seguindo como acho correto, mas nos últimos tempos a situação tem se invertido em um sentido que me desperta afetos terríveis e eu só sei retroceder. Não, agora eu não estou chorando. Sinto apenas uma dor que está crescendo e eu nem sei se um rompante de lágrimas pode me ajeitar... Uma agonia aqui dentro, o corpo pesado. Eu não consegui descrever em versos. Tive de começar a divagar, a me perguntar, a deixar me afligir e escrever... enquanto tudo vem. Nesse momento eu descubro que estou e sou muito frágil, mas não sei onde buscar colo. Um ponto de apoio muito significativo está um pouco longe de mim e eu não sei onde me ancorar. Os lugares e as algumas pessoas têm se tornado distantes, em instantes de silêncios estranhos e eu não sei onde fica a palavra, o diálogo nisso. Eu não sei de mais nada.
Como disse antes, eu ODEIO incertezas. A angústia que elas me trazem é estarrecedora. Me deixa em estado quase letárgico. Mas eu geralmente consigo manejar, consigo ver brechas que me ajudam a compreender e digerir a situação. Agora, eu procuro, procuro e me sinto ameaçada, vendo futuros sem muitos fundamentos. Sei que a pessoa mais afetada em tudo que minha família está vivendo agora não sou eu... Mas o ambiente, as sensações, as emoções, as palavras escutadas aqui e ali... Só me angustiam.
As distâncias, os instantes, AS INCERTEZAS, as minhas expectativas...as doenças. Eu só pediria que elas evaporassem logo.


Eu queria um abraço. Muito. Mas um abraço de verdade, em que eu sinta o calor, o pulso da vida subindo e descendo no peito. Continuo procurando, continuo tentando...

Eu preciso ser forte. Ainda mais estando sozinha.

Falta exatamente um mês para o meu aniversário.
-G.MOON

domingo, 9 de abril de 2017

O ódio



Algumas pessoas dizem que não podemos odiar alguém. O ódio é uma palavra muito forte. Não se deve sentir. Não se deve pensar.
Esses últimos dias, eu descobri o que é odiar verdadeiramente alguém.
Eu senti este afeto extremo e fulgurante à flor da pele, como se todos os poros do meu corpo faiscassem. Faz algum tempo eu tentava entender este sentimento. Eu o domei, mas senti. Senti em tamanha intensidade que todos os meus órgãos se reviravam abaixo.
Então, eu entendi: Estes impulsos agressivos fazem parte de nós.
Meu ódio explodiu em lagrimas, mas eu o senti, experimentei e domei, para que não o externasse da forma como ele assomou dentro de mim.
A energia do ódio vem e se espalha, distorce e , se não domado, explode em faíscas por todo o lugar.
Minha cabeça girou
Meus olhos apenas viam pontos turvos
Então, eu retrocedi...
Não por covardia.
Mas para me preservar.
Não me deixar dominar pelo sentimento.

O único que eu tenho medo de experimentar novamente.


-G.MOON

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Paciência



Espero um tato que não existe
Espero que um deserto se transmute em águas cristalinas
Que possam matar a minha sede impaciente
Eu espero um brilho no olhar opaco
Espero o abraço que me foi negado
Eu espero que você me diga que
eu, finalmente,
Não esperarei mais
Espero conseguir enganar a mim mesma
Não consigo
Nunca conseguirei
Observo muito
Creio pouco
Penso demais.

Logo
Eu não esperarei mais.
-G.MOON

terça-feira, 4 de abril de 2017

Angústia?



As torrentes cinzas de chuva lá fora
O tempo me observa em tal agonia
Que as linhas em branco se desfazem entre os segundos
A ardência na pele se torna intensa
Reverbera por dentro e embaça meus olhos
As cores se inverteram - 
o ponto se inventa em um sentido negativo insuportável
Os medos correm em minhas palavras
Os medos se constroem e crescem na confusão dos sentidos
A chuva parece mansa agora
Ouço os pingos de chuva
O cheiros invadem pelos poros da pele
Nada se pode com o que há por dentro
Mas o que há por dentro? 

-G.MOON

sexta-feira, 31 de março de 2017

prosa do dia - 31/03/2017



Esses tempos eu tenho lidado com tantas questões em minha cabeça e,sinceramente, o melhor é organizar os pensamentos. Odeio quando as pessoas só olham para mim como "fonte de informação". Não gosto quando alguém me procura apenas quando tenho algo a oferecer e depois... Sabe o bom dia e um sorriso? Então, não existem. Odeio ter de me perguntar o tempo inteiro quem está comigo e quem não está. Quem é meu amigo e quem não é. Até porque eu odeio incertezas. Eu amo pisar firme, me sentir segura onde eu estou e com quem estou lidando, saber que o afeto e as palavras são verdadeiras, sentir nos olhares que eu posso dizer "estou aqui e você pode contar comigo". Uma pena... Uma pena...  Talvez meus sentimentos estejam tão longe do que eu posso alcançar na real. Eu sei: preciso compreender que o mundo nem sempre - maioria das vezes - não é assim. Temos de lidar sozinhos, aprender sozinhos, caminhar e morrer somente conosco. Nossa natureza é ser só. Mas como lidar com esses sentimentos nesse mundo tão incerto..? Parece que o tempo inteiro estou "pisando em ovos" e me arriscando, driblando, tento entender e depois choro com minhas conclusões. 

Acredito que minhas indagações nunca terão uma resposta... Eu nunca saberei de nada. Minha confiança nos outros parece sempre ser testada, é tão difícil ser assim, sentir tudo isso. Depois de pensar um pouco, penso que não sou muito seletiva... Eu tento mostrar, vou me aproximando devagar, mas essas tentativas e expectativas me paralisam e eu continuo em inércia. Eu gostaria de saber se posso confiar, posso me abrir mais, posso não ser apenas um instrumento, e que o olhar não é hesitante, nem mentiroso.... mas eu penso demais. Continuo esperando e boa parte das vezes eu me frustro..."Quem é meu amigo e quem não é?" é o que me pergunto o tempo inteiro esses dias. 

Estou tentando praticar o "deixa as coisas acontecerem como devem ser", entretanto é complicado desacelerar os pensamentos e seguir o fluxo calmamente quando se tem um monte de pensamentos (obscuros) em sua cabeça.
-G.MOON

quarta-feira, 29 de março de 2017

Entre a porta e o céu




Há uma porta aberta
Há uma grade entre a porta e o céu
as fechaduras se misturam, escondem-se na madeira firme
os cadeados se reúnem entre as barras
As vozes lá foram se estendem pelo horizonte
Cheio de um azul que parece tão confortador
as luzes mudam com o tempo
e a visão daqui de dentro é sempre fantasia
as vozes, elas mudam o tempo inteiro
Mas a grade - esta parece de ferro
as fechaduras: tensiono-as 
tentando abri-las pouco a pouco,
a pressa continua a me sussurrar,
mas eu emprego com calma 
quando? quando poderei terminar?
estou me encobrindo de folhas em branco
e papeis reciclados
atrás destas grades de ferro
cadeados sem muita serventia
estão abertos? talvez? 
onde estão as chaves? pergunto.

nada está tão longe de mim

-G.MOON

domingo, 19 de março de 2017

O que ele(a) sente.



Sabe quando você sente pelo outro? Quando você olha no rosto e consegue ler aquilo que o outro está sentindo e pensando no momento? Ou simplesmente deixa transbordar para dentro de si todo aquele sentimento? 
Eu sinto - eu sei - que ela está sozinha no momento. Ela está pensando o que fazer... Como agir? E o amanhã? Quando o sol vier novamente e veremos outras horas, minutos... Outros segundos? Quando todos te julgam e você incorpora estas palavras e trata-as como se fosse o maior e mais concebível julgamento do mundo? 
"Eu preciso fazer isso.. Eu preciso ser assim. Todos esperam de mim

E tenho medo!"

Medo do que pode ocorrer. De como reagirão. Do que virá depois de tudo... Se sobreviverá.
Tenho enxergado isso tanto em mim... É o irracional sentimento de ver o outro e sentir o que ele sente. Eu sou ele, eu sou ela. Somos um nós cheio de laços. Misturamos as nossas figuras.. E eu sei que teu choro está por vir. Eu sinto por ti, então permita-se chorar aqui.
Sei o quanto está cansada, o mundo e as pessoas, os males e seus julgamentos, eles estão a te engolir. És passiva. És paciente, mas levanta a cabeça... Vamos sentir juntos. 
O mundo não encara e encarcera tanto... 
Se chamares por mim.

-G.MOON

quinta-feira, 16 de março de 2017

Redoma




Talvez eu desse um ou dois passos
Talvez eu te visse ao horizonte
Meu - ao nosso horizonte cinza
Distante e de braços abertos
Esperando - infinita e ternamente
Por mim
Talvez eu não tenha sido feita pra ti
O sentimento cheio de cores 
estradas e linhas mal desenhadas
Sejam demais para mim
Grande demais pra uma alma
em redoma
A redoma me cerra
As mãos somem 
Os passos deslizam no horizonte
Tu estarás esperando o sorriso
O desenho, o nosso horizonte cinza
Mas a redoma se fecha
E me afoga em minhas próprias mentiras.


-G.MOON

sexta-feira, 10 de março de 2017

prosa do dia 10/03/2017 - sentido?



Às vezes eu penso que minha vida é vazia de sentido. Esse sentimento de esvaziamento vem justamente quando passo longos períodos sozinha ou quando paro meditar sobre qualquer coisa. Eu procuro algum motivo para lutar, alguém para me agarrar, ou qualquer desejo que venha de mim mesma e que eu sinta vontade de realizar. Fracasso, na maioria das vezes. Claro, eu penso em várias possibilidades, mas nada que me desperte um sentimento forte e intenso que me leve a agir. Universidade? Família? Amigos? Eu realmente não sei. Tudo me parece solto, vago, eu não consigo criar laços fortes com muita coisa... Sento, penso... Continuo em inércia. Muitas vezes penso em começar a procurar por aí, mas por onde começar? Já disse, procuro em mim.. Mas.. Nem aqui eu consigo encontrar.
Tem se tornado difícil, cada vez mais complicado encontrar algo pra me preencher. Eu me sinto apática a maior parte do tempo. É estranho absorver tudo e não sentir nada que me dê sentido.
É como se nada mais tivesse cor. Como se tudo fosse uma obrigação. O que eu faço hoje, na vida real, eu não sinto prazer.. Ando pra lá e pra cá e sempre parece que falta algo. Eu sei que eu preciso me mover, mas, já disse, não encontro algo que me impulsione. É difícil se encontrar, sentindo-me desconfortável com a vida que levo. Eu me sinto viva aqui dentro, mas sem saber pra quê... Por quê?
Não, eu não tenho uma doença grave. Claro, tenho alguns problemas de saúde, mas nada que me prejudique muito; Minha família não está passando por dificuldades, temos problemas, mas toda família possui; tenho poucos amigos, realmente, mas isso decorre da minha personalidade mesmo, eu já aceitei esse fato. O que me falta, realmente, são objetivos. Os motivos para me levantar e viver plenamente, sentindo prazer... Sei que tudo nem sempre vai ser como queremos, mas se eu disser que me sinto feliz com a vida que tenho hoje, eu estaria mentindo descaradamente.
Alguns dizem que deus é o motivo da sua vida... Mas, e se eu disser que não consigo mais acreditar fielmente em deus? Outros falam em crescimento profissional.... E se eu disser que nem sei se escolhi a carreira certa? A universidade vai voltar daqui a alguns dias e, sinceramente, eu não me sinto nem um pouco animada. 
Daqui a aproximadamente dois meses eu farei 20 anos. O que eu fiz de bom? Quais minhas realizações? Meus amores (ainda este dilema...)? Felicidades? Metas? Sei que sou nova ainda, mas em 20 anos podemos fazer muito. E eu tenho a impressão que não fiz nada. Parece precipitado procurar realizações aos vinte anos de idade, mas quando paro para pensar sobre tudo que já vivi, eu só enxergo momentos sem muita impressão. Eu não me lembro da minha infância (somente alguns pouquíssimos momentos), minha adolescência foi insossa e agora chego à vida adulta ainda sem saber muito bem o que fazer.
Fazer listas de desejos? Listas de objetivos? Nunca deu certo comigo. Acho que eu vou continuar vagando por aqui... Como um pequeno grão de areia em movimento pelas ondas do mar...

-G.MOON

quarta-feira, 8 de março de 2017

Prisma.


Azul 
vermelho
Ciano ou magenta
O corpo sob a luz
A luz - as ondas 
enganam-me
Pois o olhar se deixa levar pela mistura de cores

Mascaram como um véu maldito
Escondem a tua real promessa
Os olhos se abrem 
As luzes continuam a pairar nas retinas
Nem tão cedo elas se apagam
Pois tu continuas aqui
Com teu prisma 
Brilhando em toda esta claridade
Estas ondas disformes que tomam a minha alma

Na soleira da porta eu espero
O encanto, meus olhos
meus pés se movem
E tudo se quebra


No desmantelar daquele prisma

-G.MOON

sexta-feira, 3 de março de 2017

As ruas e rostos sem nome



As ruas sem nome estão sempre cheias
De suor, raivas
Tristezas
E tantos estresses
Andando pelo asfalto sujo
Observo rostos cegos
São como borrões
Passam, fogem entre os caminhos
Cada um procurando os seus desejos 
Andando e dançando em círculos
Encontram-se sempre os mesmos borrões
As mesmas atitudes sem nome
São muitas vias
Todas elas para um único caminho
Os borrões se confundem
O andar nunca ganhou algum nome próprio
Sinto que estou entre eles
Entre os estresses e as tristezas
O suor sujo a correr por minhas mãos calejadas
As linhas tracejadas nesta pele desgastada
Penso:
Como nomear tudo isso?

Há uma única via
E eu sigo através de dela.

-G.MOON

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Prosa do dia - 28/02/2017

 

Esses dias eu tenho percebido algumas coisas... E simplesmente não posso deixar passar em branco. 

As linhas sobre este raciocínio realmente não podem ficar em branco.

Quando eu estou longe de uma "ambiente social", recostada em minha solidão, somente com as redes sociais e meus passatempos favoritos, os versos tentam fugir de mim.. Claro que, há momentos que eu me deito para dormir, quando eu reflito sobre as sensações passadas e presentes, surgem alguns versos e logo estou criando algo... Porém, parece que estar em maior contato com as pessoas me deixa mais alerta, absorvendo suas histórias, expressões, seus gestos sutis... Eu ganho novas sensações e isso me deixa ainda mais viva.

Eu sempre me achei muito observadora. Até hoje acredito que isso seja uma verdade imensa sobre mim, além de que absorvo muito o ambiente onde estou. Inspira a escrever, pensar sobre o mundo e refletir tudo que há para ver, para amar, construir.... Mesmo que eu prefira ficar sozinha e quieta em muitos momentos, às vezes é bom ter companhias e descobri-las é fascinante. As pessoas, por mais que compliquem as relações e o mundo onde vivemos, sempre têm algo a nos apresentar. Isso é bonito de ser ver, de compreender.

 Longo tempo que não produzo uma prosa do dia... Não esqueci a importância desse tipo de post pra mim... Mas são estas férias, apesar de que em muitos momentos estive vazia e precisando de reflexões escritas, preferi deixar tudo em mim... Hoje que quis abrir-me por aqui... ao menos um pouquinho...

 -G.MOON 



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

As linhas soltas



Eu poderia escrever mil cartas sobre as dores que já enfrentei
Poderia escrever mil versos sobre todos os amores que eu quis viver
Poderia escrever mais de mil palavras sobre as felicidades que neguei a mim mesma
Poderia escrever mil poesias sobre os momentos que deixei passar por cima de mim
Mas,agora, eu sinto o corpo devagar, a se dissolver nas distorções do tempo

Sem se importar a mais nada:
Dores
Amores
Momentos
Felicidades
Nem futuros.

Então eu só sentei e escrevi
Escrevi sobre o que me veio à cabeça
Sem me importar sobre o que escrevia
a quem escrevia...
Sobre meus passos e meus cânticos
Sobre as pessoas e os sentimentos difusos que me rondam
Pois as folhas não encarceram mais nada
Não me basta a vida que me imputa estes fardos

As minhas linhas
devem correr soltas
sobre o tempo
o espaço
a alma
não importa onde ela esteja
ou como ela esteja

Parece ter sentido?
É o que talvez eu chame de liberdade.

-G.MOON

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Young and in LOVE.


Olhem só pra vocês, crianças, com suas músicas vintage
Vindas por meio de satélites enquanto viajam
Vocês fazem parte do passado, mas agora são o futuro
A travessia dos sinais pode ficar confusa

Tradução por Lana Del Rey Addiction

-G.MOON

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Tudo ou nada



Eu sei de tudo quando vislumbro a luz opaca dos teus olhos
Eu me lembro bem de tudo que se afundou neles
Minha mente jamais apagará estas cores
Pois elas refletem no que há de mais profundo em mim

Eu sei de tudo quando observo os teus abraços
Os teus sorrisos
Os olhos e mãos sob as câmaras escuras
São tantas as flores e os versos que se escapam
Os cheiros destes rancores que negam a dissolução
Os tatos destas mãos que barram o carinho
Eu sei de tudo... Eu sei de tudo...
Quando ouço tua voz
Quando leio aquelas palavras editadas - reeditadas


Se você me lesse, talvez também soubesse
Se você olhasse em meus olhos, talvez também me conhecesse
E o (nós)... De tanto saber,

Não compreenderíamos mais nada.
Reduziríamos ao nada.

-G.MOON

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Sentidos que se perderam





Os estranhos símbolos das vidas rodopiam por minha mente cansada
As imagens ganham vida em todos estes pensamentos
Os olhos se abrem, procurando as luzes das cidades
Das pessoas
O corpo está aberto, em busca de uma direção
Mas todos os significados se perderam.
Enquanto eu giro
O mundo parou
Enquanto eu permaneci em uma única via
O mundo girou
Os sentidos... As únicas tramas,
Todas elas... Perderam-se.
Os pensamentos continuam a rodar
Mas emaranhando-se em uma rede infinita, complexa
Buscando os sentidos que se dissolveram nestas linhas
E meu corpo tenta se ajustar aos giros que o mundo se adapta
Mas os significados continuam a se perder

Toda vida se dissolve contra meu ser.


-G.MOON

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Voo Azul



Voar e voar
Para longe
No pálido azul do céu
Ao som daquela música
Aquele som vindo dos sussurros dos bons anjos
Enquanto meus olhos se fecham
E murmúrio das minhas asas se unem ao canto
Rasgo os pensamentos da terra
Indo ao embalo do infinito
Eu me inundo de poeiras das galáxias
Encantado pela ilusão de perdurar como deuses 
As nuvens jamais estiveram tão cálidas
Meus pés se esquentam e elevam-se sobre elas
A luz do sol se estende em minhas asas
Como um novo vigor e brilho desta vida
Enquanto os olhos se fecham
E o sussurro dos anjos somem, ao longe
O mundo lá embaixo foi apagado
Todo o horizonte azul se constrói em mim

- G.MOON

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Nova luz



Depois de todos os anos mal vividos
De todas as alegrias contidas
Os sorrisos "amarelos"
Os choros e as letras entre as páginas coloridas
Jamais vivi tal momento de clareza
Em tamanha lucidez que me embala
Nesse meu mundo cheio de incertezas
Não sei se é a idade que chega
Nem se a flor que já se desabrocha
Mas todas as rotas me parecem diferentes
Os caminhos ganham novas cores
Meu olhar está, enfim, sob outra luz

Amanhã eu não sei o que virá
As vozes já são outras
Os ventos já não me assombram mais
Nem as sombras que, agora, deram-me as mãos
As lembranças de outrora, do tempo que o choro se escondia
Ainda me seguem aqui, sobre as fendas do passado
Nos sonhos que jamais abandonarão meu caminho
E nos desejos que carregam estes passos fracos
Panos desgastados e retalhos, eu ajudo a me costurar
Há jeito... Há jeito, sim....

Estou sob nova luz
O castanho tão escuro dos meus olhos pode brilhar mais uma vez
Eu sei que sempre me terei sozinha
Sabendo que nem todos podem me acompanhar para sempre
E que a vida me impunha rasteiras
Mas eu me refaço
Me enrolando em outros passos
Sob os caminhos desta nova luz

-G.MOON

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A besta





Os versos esquecidos que jamais voltarão 
As palavras mal ditas amargam a minha boca
Como fel lúgubre e insosso arruinando os meus dias
Rasga os meus pensamentos 
E torna minha mente um poço de insanos maldizeres 
Destruindo-me de dentro: 
Tragam-me a besta que estanca este sangue


-G.MOON

O estranho

Todas as noites Uma névoa de letras E palavras soltas Entre nós e caminhos Feitos e desfeitos Debatem entre si E nesta pe...