sexta-feira, 30 de outubro de 2015

desencanto.




sua voz é um canto desagradável
não gosto de tê-lo aqui,
por favor, este sorriso não pertenci a ti
sinto que seus olhos riem de mim
talvez, seja desprezo
e eu não consigo me acostumar.
tuas palavras sempre são amargas
nem parecemos do mesmo espaço
criados pelos mesmos braços.
quando estás ao meu lado,
em casa, a noite parece tão estranha
sinto que tentas me provocar a todo instante
sinto que queres tomar minha vida,
meus passos,
como se minhas entranhas te pertencessem.
queria me afastar de ti,
sair desse cruzamento...
vou, mais uma vez, esconder os sorrisos
engolir este amargo
olhar em teus olhos
e tentar esquecer do nosso sangue.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dias fugazes... Fatos que permanecem.


 isso tudo é muito pessoal. 

        Eu sempre me achei muito bem resolvida com essa Situação. Não queria falar isso aqui [ de novo ] mas mexeram em minhas feridas e, novamente, preciso jogar-me um pouco. Passam-se os dias e eu me negligenciei bastante, mas será que eu deveria me importar tanto? O amor, a paixão.... O que seria isso? Anteontem me perguntaram com quantos eu me relacionei. Eu virei meu rosto como se quisesse dizer: Isso não diz respeito a você. E, realmente, não diz! Sério! Mas, certas pessoas não entendem que alguns assuntos não são pertinentes ou, podem machucar, mesmo que em tons de brincadeira. [essas, geralmente, são as piores.] eu ouvi os comentários, questionavam.... Mas, fingi que não ouvia. Mergulhei na folha cheia de letras embaralhadas à minha frente e passei-me de resolvida. Acabou.
        Mas, aquilo, lá, lá no fundo. Veio à tona repentinamente.... E eu, enfim, não chorei [ quantos dias não faço isso? Preciso.] mas, pensei... Esqueci. Bloqueei, retraí. Mas, do que adianta? Agora, estou aqui escrevendo novamente sobre isso.... E pensando como será amanhã. A pessoa que me perguntou... Ah! Sei lá qual seu proposito. Nem a conheço direito, apesar de vê-la quase todos os dias... Mas, conseguiu me desestabilizar por alguns instantes.
      Sabe, parece bobagem, eu sei. Só que... Não é! Definitivamente. Acho que minha personalidade retraída ajuda nisso... Não sei qual é o fator que ainda me deixa assim, porém hoje percebo que de certa forma me ajuda....Mas, talvez seja por isso que não me dou com o amor, a paixão. Sempre sublimei isso às minhas poesias, que tentam encontram esse sentimento aqui dentro...  Sei que um dia vou ter isso para mim, não posso tentar me forçar a nada! E eu pensava, ah, não era problema... Quem sabe quando vai chegar?  Não posso tentar fingir ser o que não sou para conquistar isso... Sei que todos por lá vivem intensamente todos estes momentos, conversam, riem... Mas, eu não participo disso, nem posso! Talvez, algum dia, eu chegue aqui e diga que estou apaixonada. Talvez. Certo dia conversava com uma pessoa e comecei a pensar: sério que aconteceu isso comigo uma única vez? E eu nem tentei viver? . Quem sabe o porquê?
     Sou nova, minha adolescência não foi tão cheia de emoções [ não só nesse fator, em muitos outros também] Mas, eu sempre segui como achava que devia ser e, hoje, reflito, magoo a mim mesma e, em certos momentos, acredito que pode até ser bom também. Não sei, como estou em fase de transição tudo parece turvo, muito turvo e é difícil de entender certas coisas. Vejo todos no mesmo lugar, ouço histórias de bebidas, de garotos e garotas... Isso me afeta, mas me afasta também.
     No outro dia, após a pergunta que me desestabilizou, tudo - para eles - parecia em curso normal. A esquisita aqui, com seus turbilhões de pensamentos, sentia-se incomodada em vê-los. Mas, segui e continuei como achei que deveria. Não toquei no assunto, de fora, é passado!
Mas.... No dia a dia, sempre teremos fatos que perdurarão em nós...
Enfim, esse foi um deles. 


Esconderijo.



Não consigo mais chorar
Há quantos dias eu não sei mais o que é isso? 
Preciso!
Os dias passam e eu não vejo um segundo
Mas, como, dizem
não é o tempo. somos nós. 
E, agora, sozinho
Nesta noite tão cheia de mim,
sim, eu posso gritar
Posso me sentir mal
Insisto em digerir alguns venenos
Eles me atingiram; eu me sinto mal
Mas, ninguém pode saber.
Tudo cessa, assim que eu me deito
Então, treino os sorrisos
Dito as palavras para forjá-las amanhã
Fecho os olhos e,
preparo forças para esconder-me deles novamente.


Não te conheço mais.



Depois de alguns anos
Eu volto ao teu campo de visão
E, então, também consigo te enxergar
Melhor do que antes
Entristeço-me ao te ver tão longe, menino
Longe de mim
Longe do mundo....
Tão disperso de tudo
Que mal te fizeram?
De longe, pude te ver
Mas, não sei mais sorrir
Direcionar-me a você
Sem me lembrar da nossa quase
Irmandade
Talvez, eu não saiba mais o que
É Amar você
Não te conheço mais...
Apesar de que ainda dói.
Clamarão que sou indiferente
Insistirão que devo ir até você novamente
Minha tentativas
Já não me dão tantas esperanças
Da tanto falhar
Cansei.
Sei que deve estar mergulhado em estranhos lugares
Que te levaram a crer serem reais
Mas, eu não sei mais como te apanhar
Tudo sempre perecerá longe de mim....


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Conto: O Rouxinol e a Rosa - Oscar Wilde


O Rouxinol e a Rosa - Oscar Wilde

“- Ela disse que dançaria comigo se eu lhe trouxesse rosas vermelhas – lastimou-se o jovem Estudante -, porém em todo o meu jardim não existe uma única rosa vermelha.

De seu ninho no grande carvalho o Rouxinol ouviu-o, olhou por entre as folhagens e ficou pensando.
– Nem uma única rosa vermelha em todo meu jardim! – chorou o Estudante, e seus lindos olhos ficaram marejados de lágrimas. – Ai, como a felicidade depende de pequenas coisas! Já li tudo que escreveram os homens mas sábios, conheço todos os segredos da filosofia, mas por falta de uma rosa vermelha minha vida está desgraçada.
– Finalmente encontro um verdadeiro amante – disse o Rouxinol. – Tenho cantado esse ser noite após noite, mesmo sem conhecê-lo: noite após noite contei sua história às estrelas, e só agora o encontrei. Seus cabelos são escuros como a flor de jacinto, e seus lábios rubros como a rosa de seus desejos, porém a paixão tornou seu rosto pálido como marfim e a tristeza selou sua testa.

domingo, 11 de outubro de 2015

.azul



Quando pequena
O azul me repugnava
disseram-me:
"é cor de menino"
"é cor de menino"
E eu chorava -  mal sabia!
Que era uma cor de tanta calma
Mas, para mim, menina não usava.
Aprendi a olhar o céu pela manhã
A lua, branca, ainda sem se por
E ver esta tímida cor
Fria, calma...
Chama-me para o dia!
Hoje o céu estava sem nuvens
E em um infinito azul-celeste, eu me perdi
Perdoem-me...
Não queria mais sair dali.
Azul tem a alma mais fria,
Transborda minha calma..
A minha melancolia...

.quem?



A rota daquele transporte sempre foi longa
 - mas, hoje, parecia duas vezes mais
Foram tantas
Tantas
Tantas
Questões!
Meu rosto a refletir no vidro
A noite parecia misturar-se à minha face
Talvez eu precisasse conversar
Mas, quem liga?
Preciso ir para casa
Quero minha cama...
Uma situação,
Uma palavra.
Quem sabe eu precise chorar um pouco...
Derramar um tantinho de mim
Mas, quem liga?
Por que alguém deveria se importar?
Sei que já escrevi muito a dor,
Já li muitas palavras de amor
Mas, acredito que a dor é um pouco mais sincera.
Eu desperto, estou sorrindo...
Para mim mesma.
Talvez eu precise ir para casa
Tirar aquele sono bom...
Eu não espero o amanhã
Eu nem deveria estar aqui agora,
Escrevendo, tecendo a dor.
Mas, quem liga?
Talvez eu deva parar agora
Estou cansada,
Eu te canso...
Eu me canso.
Já estou em casa.
E ainda não posso chorar.
Mas, quem liga?

domingo, 4 de outubro de 2015

.palidez



Sim, eu posso me inundar de clichês. Na verdade, sempre sou um pouco clichê [quem sabe um tanto mais?]. Escrevo "linhas tortas" o tempo inteiro. Leio aqueles textos de melodramas, eles me parecem todos em ciclos - em um mesmo ponto: Mas, eu me reconheço. Esses problemas comuns que nunca fogem de mim, mas eu os encaro com tanta indiferença. Temo um dia não mais poder chorar. Sem sentir. Amo, mas não tanto quanto deveria. Sorrisos não mais me satisfazem... O corpo não se deixa dominar... Cada instante, mais "cinzas". Estou aqui, agora, como se o tempo não passasse. Refletindo meus clichês, de olhos bem abertos, uma xícara de café ao meu lado. Os pensamentos fluem e eu estabilizo. Eu volto [sempre] para o "mesmo ponto".
Posso, talvez, pincelar um "reinvente-se" ou "sorria". Reforçar-me. Mas, canso dos clichês. Minha vida é movida por não sei qual força. Talvez sejam essas palavras, ou algo que eu jamais vou encontrar aqui dentro. A vida não parece mais curta... Perece, devagarinho.... Longa, mansa. Cinza. Como a fumaça que esvai do meu café. Tão cheiroso.

sábado, 3 de outubro de 2015

Continuo a correr..


Eu corro o tempo inteiro
Eles riem... Riem!
E eu... Entristeço-me?
Não, não estou triste... 
Nem tampouco feliz
Estou aqui, insistindo,
Na verdade,
 falta-me lograr este caminho
E eu sei, que poderia agarra-lo
Mas, não posso
Então permaneço.
Sei que já escrevi
E li a liberdade 
Ela parece tão bonita
Inspiradora
Enche os olhos... 
"Ah... As borboletas"
Está em todas as linguas,
Só que... Hoje, de tão linda,
Assusta-me!
Envolve-me em correntes,
 enganando sua própria premissa
Sobre tudo, sobre o mundo
Essa tal fio da liberdade,
nem os loucos - ah, livres na mente? 
E eles riem.. Eles riem...
E eu, continuo a correr.


vozes.




Já passa das vinte duas horas
E já não conto quantas vezes pensei partir
O bloco treme me minhas mãos
O som da noite - as ruas não me assustam mais
Há algumas vozes aqui dentro.
Não, elas não gritam 
São silenciosas.
Como mar calmo.
De tão mansas, afrontam-me
Arrastam-me por essas ondas
Só elas me veem partir


Ela usa veludo vermelho....






E hoje ela usa veludo vermelho
E seu brilho continua! 
Os olhares são pra sua beleza 
Aplaudam-na! 
Sua fúria se completa 
Agora todos a veem 
Em um espetáculo que só ela pode 
conceber. 
Evento raro, 
Poderão não estar mais aqui para ve-lo novamente
Saúdam -na! 
Em seu traje de veludo vermelho. 


Fiz essa poesia no dia da lua de sangue e não consegui postar.. Mas, enfim.. Aqui está!
She wore red velvet.. rsrsrs


O estranho

Todas as noites Uma névoa de letras E palavras soltas Entre nós e caminhos Feitos e desfeitos Debatem entre si E nesta pe...