segunda-feira, 27 de julho de 2015

amor. quem sabe?



Eu já me descasquei de tantas palavras de amor
Amores esses que nunca vivi
Mas sempre sonhei em ter só para mim
Queria deixar de pensar em paixonites que me iludem
Menina que sou ainda,
Desejo ser mulher feita - ou talvez eu seja?
Pego uma taça de vinho
Deito-me no chão frio da minha varanda e pereço:
O som do tic-tac vem da sala; uma hora { quem sabe? }
ele apareça e me enlouqueça?
Nada como deixar que o tempo te abrace
e deixe fluir sem muita pressa....


estranho momento.



folhas brancas sobre meu colo,
canetas em mãos e,
um fervor domina a minha pele

estranho o momento, 
parece-me algo novo
e sim, é algo totalmente novo - sempre será

fecho os meus olhos,
e não sinto mais nada,
o mundo parou?

'ela chega,
senta-se ao meu lado  
e, com ambas as mãos, sacode minha cabeça

acordo e tudo parece tão calmo,
olho ao redor: vejo-me em todos os lados,
vejo flores, chamas, névoas; vão e vem

sinto minha cabeça pender,
mas 'ela me segura e
ajuda-me a acostumar nesta confusão

sinto que minhas mãos agora se movem
rabiscos aparecem nas folhas em branco
e meu olhos tentam entender.

leio. surpreendo-me. e respiro fundo
o papel está em minhas mãos,
e 'ela se foi, sem cerimônias

as palavras que eu leio
corajosamente, ultrapassaram a minha couraça 
e, ousadas, lançam os meus torvelinhos para o mundo.



sábado, 25 de julho de 2015

25 de julho - Dia do Escritor.


 Sou só uma amadora...Porém, sei que uma das minhas grandes paixões é escrever e... Enfim, é meu melhor remédio. Cada palavrinha carrega um pouquinho de mim e sempre descubro um ou dois dos mil universos que existem aqui dentro... E isso me fascina.
Vida longa aos escritores! :D

sexta-feira, 24 de julho de 2015

encolha e escute.


desligue o rádio
feche as janelas: esqueça o sons das cidades
abaixe tua voz: encolha,
encolha-a bem,
até estar apenas em sua mente
ouviu? sente?
siga, siga estas ondas, mas
cuidado! não vá tão depressa.
caminhe por estes sons pesarosos,
pare, escute a voz que te chama aí dentro,
sente?
ela pode até ser estranha; dolorosa,
mas é tão acolhedora,
nunca mais vai querer abandoná-la.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Junjou Romantica *3* ♥


 

Sim, estou atrasadíssima! Mas, cheguei para falar de Junjou, meu amor de sempre! 
Desde o ano passado já espalhavam boatos sobre a nova temporada do anime e eu, fã de carteirinha da obra, esperava ansiosamente pela terceira temporada. De tão ansiosa, cheguei a ler o mangá... Baixei alguns volumes disponíveis no antigo fórum redisu (hoje é um grupo no facebook), e como não aguentei esperar a tradução dos capítulos mais recentes, comecei a ler em espanhol. Enfim, já estou ciente de muita coisa que ainda vai acontecer, porém, sempre tem um gostinho a mais assistir em animação.

Misaki, tão lindo ♥
Os traços do anime estão ótimos, captaram a essência da Nakamura-sensei - Apesar de eu me incomodar um pouco com o estilo dela. As mãos enormes (se bem que isso é característico do Yaoi xD), os personagens com o rosto muito reto... Ela está evoluindo bastante no mangá, sem perder a sua originalidade. Os dois primeiros capítulos foram ótimos e inserem uma questão que uma ou outra teria de ser explorada... Misaki já vai se formar.. E depois? Vai ficar ou não junto a  Usagi-san?  E o seu irmão, quando saberá da relação dos dois?  

É um pouco complicado. Misaki está completamente confuso, em relação ao trabalho, seu irmão e, principalmente, em sua relação com Usagi. Após três anos juntos, ele ainda não assume completamente seus sentimentos, e Usagi praticamente impõe suas vontades, acho que... Por medo de perder o garoto. Como vimos no último episódio. No meio disso tudo, ainda vai chegar uma pessoinha maldita (o qual não é o Mizuki xD) para balançar ainda mais a relação! A partir dai, sim... As coisas vão começar a ficar ainda mais interessantes! *♥*

Tirei alguns prints... e depois percebi que a maioria foram do Usagi-san, enfim... Não sei o porquê.
Está cada dia mais lindo ♥ 

Fiquei  impressionada de como capricharam no Misaki! Poxa, ele está tão lindinho



A única coisa que me incomodou na temporada foi a censura... Ah... O Mangá mostra tanta coisa! Os lemons são maravilhosos ♥ Mas, nada vai tirar a minha alegria de acompanhar um dos meus animes favoritos! *-*

 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

inverdades.



Eles falam, falam... Mas,
O que tanto dizem?
Vejo risos entre dentes
Palavras soltas,
gestos estranhos
e de nada entendo.
Às apareço dentro desta roda
Mas talvez não esteja lá, não sei
Dos abraços nada sinto
Os beijinhos ao vento,
parecem apenas gestos de mimo.
Talvez seja melhor sorrir e se afastar,
Abraçar e correr; de fininho.
"como quem não quer nada."
Não acredito mais nos brilhos destes olhos
Há muitas inverdades aí dentro.

 


domingo, 19 de julho de 2015

Prosa do dia 20/07/2015



A greve dos professores daqui a pouco acaba... Depois de mais de 2 meses sem aula (Sem contar a greve do meu curso, mas..). Bom, o governo se comprometeu a cumprir as reivindicações, mas nunca se sabe... Eles sempre dizem que vão fazer e no final, sabemos muito bem como é. Mas.. Enfim, agora que a rotina de estudos voltará, não sei muito bem como fica a situação do blog, os projetos e tudo mais. Bom, sobre o blog, posso construir poesias e, de vez em quando postar, já que eu necessito tanto disso. Na verdade, é meu remédio. Porém, os projetos... Provavelmente ficaram empacados, não sei por quanto tempo. Teremos que recuperar o semestre, repor as aulas (incluindo nas férias). Acho que não vou conseguir terminar de postar GR no Nyah e nem vou escrever mais outro, posso retomar daqui há algum tempo, mas realmente não sei quando.
Por esse lado, é triste; quero voltar para aulas, muito, entretanto, eu amo tanto os meus projetos... Deixá-los para trás é muito difícil. Quero mergulhar de cabeça nos estudos e vou ter deixar em terceiro plano muito do que gosto. Amo escrever, minhas escritas são importantíssimas para mim, mas eu sei como a vida na universidade é difícil e não posso relaxar.
Bom... Esse tempo de greve aproveitei para ir em eventos, para acumular carga horária... Alguns desses eventos eram super chatos! Porém, colegas meus também compareciam e tudo se tornava mais divertido. ♥ Não foi tempo tão perdido assim, deu para ler algumas coisas, adiantar trabalhos (mesmo poucos) Praticamente eu tive somente duas semanas de aulas... Então não tenho muita bagagem ainda..
Já iniciei com greves.. Mas faz parte! ⌒.⌒
Quero ainda fazer um post sobre Junjou Romantica... Estou tão feliz com a estreia..!*♡*






sexta-feira, 17 de julho de 2015

passos da cidade.



Certo dia, resolvi sair do meu ninho, e caminhar entre as ruas da cidade. Era uma tarde morna de junho... O sol a despontar, fraco, como se não quisesse aparecer nos céus.

Andei por ruas e esquinas, a ver passos apressados e rostos suados. Não defini um destino, só queria estar entre gente; E esquecer as insanidades da minha mente.Vi doidos correndo entre carros, conversas sobre fulaninho ao celular, papeis de bala jogados ao chão da avenida - talvez pensassem que esta fosse um grande balde de lixo.
 Desenganado, parei em uma praça. Esperei alguns segundos, Desejando ver o sorriso das crianças, os amantes, ou aquele cheiro de pipoca com manteiga; Ou de algodão-doce. Porém, vi apenas um mendigo a passar fome no banco da praça, e presenciei um gatinho a revirar o lixo no chão - pobres de todos eles. 

As insanidades cresceram e agora eu chorava. O que está acontecendo?
Eu que sempre vivo preso entre minhas palavras - Esqueci? O problema não é só comigo?! Olhei para os lados, procurando as cidades amadas dos poetas. Mas, vi apenas celulares, propagandas e prédios de concreto. Será que eu, um pobre como eu, não senti o quanto isso é agonizante? 


Até que, quando pendi a cabeça, pronto para me derrotar, vi um pontinho vermelho próximo aos meus pés, entre as pedras que compõem o chão. Era uma pequenina flor, sabe-se lá de qual espécie. Porém, ela ousava surgir.Pronta para arrancar um sorriso de um pobre homem como eu

Sobrevivia, pequena e vívida,
Entre a palidez desta selva de pedra.

.fantasmas





Eu vi todos eles
Senti, aqui dentro de mim,
Todas as suas preces.
Até mesmo os ouvi, em uma tentativa cínica,
de compreender meus próprios domínios.
Mas, às vezes, parecem mais fantasmas
Que aparecem e desaparecem,
Deixam-me a sós com meus delírios,
Não me ouvem sem dar seus vereditos
E me abandonam, sem esconder a indiferença.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

.baú



Será que, para você ,
Eu pareço apenas mais um?
Mesmo aquele que te viu em uma noite escura;
 acalentou entre abraços?
E, depois, jamais retornou a saber como é o calor do teu corpo.
O Outro não me aparece mais com ar de perigo
Nem mesmo de mágoa,
Parece-me mais como um infame castigo
Para que eu me prenda e não mais esqueça :
Não cabe mais poesia para você
Todas as linhas que te escrevi
Deixarei aqui dentro, nas folhas amareladas do meu caderno
Escondidas no fundo do baú de jogos antigos
Não como masoquismo de uma frustração amorosa,
mas chamas de lembranças
De como minhas palavras podem ser poderosas
E evocarem forças, que eu jamais imaginei ter
Não te dedico esses versos; Nem a mais ninguém.
Fecho as ultimas páginas deste caderno
E esta ultima poesia sobre mim
Sobre você
Encerra mais um "nós".
Abre-se um novo baú.

 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

.sobre a morte



ontem ouvi o som do cortejo
e véus negros surgiram na rua
soluços pesados,
pessoas em transe - não acreditavam no fim

sentimentos inteiros destroçados,
obras - quaisquer que sejam - deixadas para trás
laços puxados violentamente de um lado;
atados no outro

E lá se vai o morto, 
na frente, em seu caixão liso,
preso entre flores as quais não pode mais sentir o cheiro
o rosto maquiado, mas frio, frio; indiferente, 

e os vivos se perguntam:
quando será a sua volta? 
onde ele está, agora/?
como é fechar os olhos para sempre?

assim que as silhuetas sumiram na esquina
fechei as janelas, entrei.
a casa vazia,
o silêncio que tanto me acalenta.
pensei em quem deveria ser aquele no caixão,
pensei naqueles que o velavam,
pensei em como deve ter passado seus anos
nas lembranças que, em memória, deixava

não, não refleti sobre como a vida é curta,
nem como tenho que aproveitá-la,
ou até mesmo sobre algum milagroso retorno.
achei-me como o morto: frio.

por ver uma das faces da morte? não. 
mas, pensei naqueles que vivem somente por ela,
em função dela,
que ela há de um dia chegar

talvez, já tenha vivido assim,
ou ainda vivo - não sei.
mas, apesar de misteriosa, a morte parece um estado de paz,
onde, lívidos, deixamos este mundo

sei que o corpo clama por vida,
não sei se há alguma missão a cumprir,
mas, quando a hora chegar 
irei ciente que é apenas o fim do meu ciclo


e, depois, sobre as flores, saberei se há algo de mágico nisso tudo
- ou não.



domingo, 12 de julho de 2015

.ápice



Não quero falar sobre os pingos da chuva
Tampouco das brasas que avivam meu rosto
Não vou deixar o tempo consumir minhas lágrimas
Vou gritar - isso, Gritarei!
Por dentro, por fora
Sem me importar com o sangue em minha garganta
Estou no ápice
Sobre efeito de minhas próprias drogas - inconsciente
E, não quero deixa-las para trás; alimento-me delas.
Corro, não para longe
Mas perto - bem perto,
De tudo que me corta, entre ventos e tempestades.
Não corro sobre nuvens - mas entre espinhos
Para sentir a carne viva e, poder endurecer esta dor
Dor essa que me açoita
E eu, louco que sou: Abraço-a,
Como se ansiasse, domina-la entre meus braços.

 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Prosa do dia, 08-07-2015

 

Acabei de terminar de ler "Will & Will" e percebi que esqueci completamente de tecer alguns comentários sobre "O Perfume", então direi minhas impressões sobre os dois livros neste post. Bom, antes de falar sobre eles, digo que gostei dos dois, porém acho que "O Perfume" foi o que mais mexeu com a minha cabecinha, pois senti que algumas partes realmente eram perturbadoras. O personagem principal era perturbador. Já Will & Will, bom... Ri algumas vezes, pude ver algumas faces adolescentes que já foram ou ainda são minhas, porém fiquei um pouquinho decepcionada com o livro. Vou dizer o porquê quando falar dele. Colocarei "O Perfume" primeiro, porque... Enfim, porque foi o primeiro.

O Perfume. História de um assassino

  Patrick Süskind.




A história se passa na França, século XVIII. Jean-Baptiste Grenouille nasce entre resto de peixes, abandonado à própria sorte pela sua mãe. É encontrado por oficiais, sua mãe presa e morta por abandono. O garoto, comilão e de "narinas assustadoras" é rejeitado por amas-de-leite, padres, sobre a argumentação de que não tinha cheiro. Porém, Grenouile é acolhido junto a diversas crianças, na casa de uma senhora ríspida,  e sobrevive com a indiferença, o repúdio e muitas enfermidades, entretanto sobrevive. Apesar de não ter seu próprio cheiro, Grenouille tem uma capacidade olfativa até mesmo superior a dos cães e consegue identificar qualquer cheiro a metros de distância. E essa se torna a sua obsessão. Passava noites atrás de novos cheiros, descobrindo a cidade. Por se passar no século XVIII, vemos uma Paris suja, fedida tanto as ruas quanto as pessoas. Mesmo assim, o protagonista encontra algumas preciosidades. Por seu olfato extremamente apurado, ele consegue produzir perfumes diferentes e agradáveis e, assim, descobre um objetivo para sua vida mesquinha: produzir um perfume que fosse capaz de seduzir e dominar as pessoas.

Para entender algumas coisas, eu tive que mostrar um pouco do contexto da história... O rapaz, sem conseguir sentir seu próprio cheiro, desprovido de sentimentos e de uma frieza absurda, passa a querer "roubar" o cheiro dos outros. A "obra-prima" de Grenouille foi um perfume extraído da pele de moças virgens e belas. Não, ele não tirava a pele delas (como eu pensei que fosse rsrs); matava, enrolava-as em uma gordura e deixava que esta se encarregasse de roubar o cheiro das donzelas. Ao mesmo tempo que me senti muito fascinada pelas habilidades de Grenouille, fiquei assustada pela forma como ele era... Frio. Às vezes tinha uns surtos de "rei", "o mundo de grenouille". É estranho... Fascinante. Acho que, sim, Grenouille era um psicopata; Outra coisa que me trouxe a mesma sensação de horror vs fascínio é a forma como o autor descreve o cheiros. Parecia que, automaticamente, meu cérebro tentava reproduzir aquilo e, as descrições dos odores ruins me deixavam muito incomodada; porém Süskind fez isso com maestria!
O final do livro foi algo tão alucinante que eu achei que era algum delírio do personagem, mas não. Não era! As pessoas ficam descontroladas com o perfume do Grennouille e... Prefiro não dizer. Ele, sente-se admirado, sorrindo, a assistir a cena que é... Surreal. E o fim de Grenouille foi mais surreal ainda, porém, essas cenas deixo só pra quem ler o livro!

Deixo essa frase que.. Simplesmente, amei,
 "... as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas." (Patrick Süskind)

Will & Will. Um nome, um destino 
John Green e David Levithan
 
O livro conta a história de dois garotos chamados William Grayson, que em determinado momento (conturbado) de suas vidas se encontram e acabam se conectando.  Bom,  cada autor escreve um Will. Green, o Will calado; Levithan, o Will depressivo. Para diferenciar os capítulos, a parte do Will de Levithan é escrita TODA [sim!] em letras minúsculas. Vi algumas possíveis explicações para isso, porém ainda acho super desnecessário.
O primeiro Will é meio indiferente a tudo e todos e segue as regras de não fale & não se importe & não se envolva - ele realmente não é de falar, porém importa-se e, por causa de Tiny, envolve-se e muito. Tem um amigo de infância chamado Tiny Cooper que é gay, tem uma lista grande de namorados, uma estatura gigante, assim como o seu ego e, no decorrer do livro, vira o protagonista - foi a minha impressão. O outro Will é um garoto gay, que é depressivo, extremamente pessimista e tem autoestima muito baixa. Esse passa um bom tempo na internet e tem um namorado virtual, chamado Isaac (e terá uma grande surpresa sobre ele!). 

Então... Saindo da experiência instigante de "O Perfume" e cheguei a experiência decepcionante que foi Will & Will. Bom, a história começa, realmente, sobre os dois Will's. Sabemos um pouco sobre a vida de cada um deles - a escola, família, amizades, amor (sic) e etc. Porém, depois que os Will's se encontram eu percebi que os autores... Tomaram outro rumo na história. Tiny, grande amigo do primeiro Will, está a planejar uma peça que é sobre... Tiny Cooper. Ele quer, a todo custo que seu amigo também participe; Will acata. Ele e o Will depressivo começam a se relacionar.... E daí em diante, tudo passa a girar torno de Tiny Cooper! Acho que essa foi a minha decepção no livro. Claro que, por meus desejos insanos de fujoshi  eu acreditava que teríamos uma certa relação entre os Will's, pensei, de verdade, que eles seriam amigos ou namorados. Criei expectativas demais. Porém, quando li resenhas, outras pessoas também destacaram a importância que os autores deram a Tiny. Alguns até simpatizaram com ele, não foi o meu caso. Era egocêntrico e sempre metia o amigo Will em confusão. No final, até que vemos que ele possuía um lado bem legal, porém não consegui gostar muito dele. Simpatizei bastante com o Will de Levithan, apesar de que encontrei fases minhas nos dois garotos. Fechados, tímidos, não falam muito. Tipicamente, eu.
Apesar de tudo, não é um livro de todo ruim. Arranca algumas risadas, dá para sentir um pouco os personagens, e o final até que é bonitinho. Mas, não coloco entre meus favoritos.


" A verdade, porém? Todo mundo tem uma. Essa é nossa maldição e nossa bênção. Essa é nossa tentativa e nosso erro e nossa coisa certa." Will & Will

Green, eu tentei. É o primeiro dele que leio, apesar de ser em parceria. Porém, não devo julgar pelo primeiro. Acho que tenho que pegar um livro só dele, e julgá-lo melhor :D 




domingo, 5 de julho de 2015

.equilíbrio

Angelo Caduto - Roberto Ferri


Não me importo mais com as imperfeições do meu corpo. Quem inventou o perfeito e o imperfeito, afinal?Não curo mais a minha alma... Ela não carece de cura, nem pena. Ela  precisa de colo. Precisa de um corpo que a acalente. E esse corpo pode ser o que quiserem dizer. Ele só precisa estar em sintonia... Com todas as manias de sua alma.



sexta-feira, 3 de julho de 2015

.e o fim se repete.



o mundo sempre pareceu
envolto por ondas de névoas
estamos no fim do mundo, 
constante fim.
não sei onde existe o bem
não sei onde habita o mal
ou, esses seres de cultos -
todos eles são estranhos para mim.
olho todos os lados - presencio guerras
aqui dentro de mim - dentro de você
nos céus, em todas as terras,
entre gigantes e anões
entre - ditos - pequenos anjos e demônios
que enfim são - essencialmente,
humanos.
sempre lutando pelo seu fim. 
constante fim.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Onde vamos parar?




Enfrentamos tempos difíceis... Muito difíceis.

Antigamente, eu não tinha muito interesse em questões sociais. Acredito que, quando se tem 14, 15 anos, quase nunca nos importamos com isso, pois os hormônios falam mais alto... Eu me importava com meu mundinho e dane-se o resto. Isso deve ser comum aqui no Brasil (quem sabe no resto do mundo?), não vejo muitos adolescentes dessa idade questionarem sobre o mundo e a sociedade onde vivem... 

Vou fazer uma confissão, parece besta, mas valeu e muito. No final de 2012, quando eu ainda tinha 15 anos de idade, na flor da adolescência, comecei a assistir Yaoi - animes que retratam relações homossexuais homem x homem. Eu me apaixonei por esse gênero e, preservo essa paixão até hoje. Curtia milhares de páginas, conheci pessoas que também gostam e adentrei de cabeça em tudo sobre isso. No inicio, eu não sabia muita coisa sobre homossexualidade, mas gostava e assistia/lia (Muito!!).

Vi o preconceito dos próprios fãs de anime: "anime de v*ado", "é errado, pois na bíblia... ", "ridiculo dois homens se *****". Isso me irritava ao extremo e não entendia muito bem o porquê tanto ódio. Porém, com o passar do tempo e convivendo entre fãs do gênero, passei a entender um pouco mais.  É meio óbvio que vem do preconceito contra os gays, mas eu não tinha ideia da dimensão disso tudo. Muitos rechaçam e diminuem o gênero. Já vi páginas de yaoi serem denunciadas e excluídas do facebook, comentários maldosos em post's yaois e etc etc's. Passei a pesquisar e me inteirar mais sobre a questão. Claro que, muitos os animes/mangás yaoi não retratam muito do meio REAL... Alguns são recheados de estereótipos, outros são heteronormativos demais, entretanto, entrar nesse meio, foi importante para abrir meus olhinhos adolescentes.

Enfim, foi a partir daí que eu comecei a me interessar em questões sociais. Comecei a enxergar não só as injustiças contra LGBT'S, mas também Negros, Mulheres e todas esses grupos que ainda sofrem com a opressão.  E eu vejo que hoje, o país está em uma situação extremamente delicada. Junto a economia, temos a democracia, o respeito, tolerância e muitos outros pontos chaves para o progresso desse país indo para o ralo! Estamos vivenciando um período de trevas, que ainda nem começou direito. As pessoas estão ensandecidas e parecem que não sabem muito bem para onde caminhar. Acusam um, digladiam-se com outro e todos acabam no mesmo "saco". 

Cada vez mais usam e abusam da falta de informação e discernimento do povo. Transformaram a liberdade de expressão em "liberdade de opressão". Vemos pessoas defendendo a ditadura, "cristofobia", violência à minorias e pessoas que lutam pelos direitos humanos, e tantos outros absurdos que prefiro nem citar. As redes sociais viraram campos de batalha. Como eu tenho a infame curiosidade de ler comentários de notícias, fico horrorizada. Não sabemos muito bem qual será o destino desse país, eu vejo como um tempo de transição e, as andanças não parecem muito boas. O conservadorismo acendeu sua chama adormecida e quer tomar conta de tudo. É difícil. Muito difícil. 

Esses dias vimos a moça crucificada na Parada LGBT, rechaçada por expressar um apelo artisticamente, a maioria nem sequer tentou entender. A garota de onze anos apedrejada, o agressor afirma que ela "queimaria no inferno" - por que será? Religiões afro-brasileira nem são demonizadas, né?; o adesivo de carros exibindo uma montagem da presidente do Brasil de pernas arreganhadas, pronta para ser penetrada - desrespeitoso, machista e, enfim... foi aplaudido.Ela é culpada de tudo mesmo, não é?; O congresso manobrando à sua própria maneira e com a desculpa de que está a serviço do povo... Só pode ser brincadeira!

Sou uma jovem-adulta que acabou de completar 18 anos e observa tudo isso com um aperto no peito. Tenho amigos jovens também, adultos, idosos... E todos estão muito divididos. Estou com receio de onde tudo isso vai parar.
Torço pelo meu país, porém dias mais bonitos parecem uma utopia.
Temo por todos.

Momento difícil

Difícil perceber o momento em que não vê ninguém pra desabafar. Ninguém parece te compreender muito bem. Ninguém demanda teu tato ou te...