segunda-feira, 30 de março de 2015

- até que o destino se encarregue de mim

É apenas sobre passar o dia inteiro perdido. Sobre pensamentos que se fecham e se abrem e encobrem-se de ciclos. O que realmente importa? Minha alma está presa aqui, mas não tem motivos para fugir! Pra quê fugir? Se não tenho para onde ir? 
A cabeça encostada na janela, se envereda em caminhos, enrosca-se em fios e conclui, enfim:
Não sei para quê estou aqui. 

Não tenho motivos. Não me sobram forças.
- Mas, Você tem o dom da VIDA! - eles diziam.

A vida finita, sempre repetida. Quem não conhece minha agonia, jamais poderá manifestar-se sobre. Teus olhos são encharcados de lapsos, os teus valores são resíduos dos outros. O teu significado? Onde está o teu significado? São apenas resíduos dos outros!

Procuro o meu, como caminhando em labirintos. Saídas, frestas, curvas! Estais louco, senhor?! Não tens para onde fugir!

Meu peito vai continuar aceso. Meus olhos vão continuar abertos.
Mesmo que ainda continue perdido.
Até que um dia, o destino se encarregue de uma vida sem sentido.



domingo, 29 de março de 2015

- Poeta andarilho

eu queria cantar poesia de todo mundo
mundo ao avesso, do outro lado do mundo, do norte ao sul
mas, como, como é todo o mundo? 
queria conhecer toda essa gente
gente contente, gente de amor, gente que nem a gente
mas, como, se não conheço toda a gente?
queria cantar poesia de todos os sentimentos,
o amor sobre a dor, a alegria frente a tristeza,
o orgulho e a entrega da humildade,
mas, como, se eu sou um só ser?
posso ir para lá, andar por cá e, mesmo assim,
ainda não terei todos os horizontes que anseio.
meus olhares estão voltados para cima,
Ah! como estou aberto ao mundo!
o que vier estou a aceitar, estou a descrever.
quero cantar poesia aonde eu puder ir
em qualquer lugar onde eu possa sentir
tudo o que o mundo tem para amar!


O ser sem paixão


eu nunca estive entre as linhas do amor
nem tampouco nos abraços mais quentes,
nunca experimentei a dor de um adeus
as noites cantadas, os cheiros que se misturam
sentimentos estranhos, borboletas no estômago -
o que é tudo isso? meus olhos jamais teriam visto
talvez, os deuses tenham piedade de mim!
mas, instigam-me em saber quem é o ser apaixonado,
 e brincam:
"quem é esse que se atreve a descrever o amor?"
atormentam-me nos sonhos,
fazem-me imaginar os mais doidos amores
 e permitem-me buscar os sentidos,
que despertam meus piores temores.


sábado, 28 de março de 2015

Happy Bday GAGA!

Parabéns para a Cantora, Compositora, Dançarina, Pianista, Produtora... Satânica, Rockeira, Emo, Gótica, Urban conceitual, Editora de vídeos, Copionna, Lady Muxibas,Gaganás, Flopada, Escorada, Tucana, Cantora de Jazz desde os 13 anos, Rainha do Pop, Rock, Rap, EDM, Hip-Hop, R&B, Jazz, e da Porra Toda, Mother Monster, Goddess Of Love, Linda, Rica, Magra e também um pouco Vadia, Stefani Joanne Angelina Germanotta Kinney, mais conhecida como LADY GAGA.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Prosa do dia - 26/03/2015



Hoje à tarde, após tentativas falhas de ler artigos pelo meu computador, irritei-me e fiquei a assistir vídeos no meu celular. Ocupação boba, banal, mas acalmou os meus ânimos. Depois de mais tranquila, fiquei deitada na cama, e comecei a pensar sobre mim. Sabe, meus pensamentos sempre são tão aleatórios... A volta/ida para a universidade é longa e como não consigo ler absolutamente nada por causa do movimento do ônibus, meus pensamentos doidos afloram. Penso sobre meus colegas, professores... Observo os rostos à minha volta, penso sobre eles, imagino histórias... Porém, percebo que quase nunca paro e reflito sobre minha personalidade. Quais são minhas paixões mais profundas? Quem sou eu? Quais os meus medos? O que eu preciso?  O que eu quero?! Essas são perguntas que quase nunca passam pela minha cabeça. Quando 'reflito' sobre isso são nas palavras... Por isso que eu digo, descubro-me em minhas poesias. Em notas no post ou em prosas do dia... E fica por isso mesmo. Mesmo Sozinha, eu e minha solidão, não entro em sintonia comigo mesma. Preciso de uma entrega sincera. 

 Então, hoje, quando parei para me 'analisar' e conversar comigo mesma... Comecei a perceber algumas coisas sobre mim, e fiquei realmente intrigada. Outro dia eu falei aqui sobre não ter muito o que conversar com as pessoas, por causa dos meus gostos 'peculiares'. Esses dias na universidade fizeram-me enxergar muitas coisas. A verdade é: eu que não sei conversar. Sou uma pessoa que sempre se concentra em seus gostos, suas particularidades – abrir-me para as pessoas é um desafio. E, quando falo dessa abertura, é para que as pessoas me entendam, que eu possa descobri-las e, claro, entendê-las com mais intensidade. Sinto-me extremamente incomodada quando estou ao lado de alguém e não saber o que dizer. "Ah, vai me achar idiota, pensar que sou boba, curiosa demais etc's." Para afugentar o desconforto acabo pensando em milhões de coisas, mergulho em minhas imaginações e esqueço o ser do meu lado. Chato, não?

Sempre fui muito observadora. Quando estou na turma entre os colegas, olho todos os gestos, analiso as palavras, os sorrisos. Dessa forma, eu sempre consegui ter uma visão um pouco mais ampla dos outros. Entretanto, esse ‘olhar’ sempre é muito limitado. Conhecer verdadeiramente as pessoas ao seu redor demanda tempo, conversa e, em especial, compreensão. Eu só consigo ter o último quesito. Por isso, sempre me achei tão distante dos outros. Não que fosse a “excluída”, mas minhas relações sociais sempre foram muito restringidas e aqueles instantes de silêncio, sem assunto, ao lado do outro sempre me deixam agoniada. Consigo me comunicar, normalmente, mas é algo frágil, curto, direto. Essa é uma das razões por eu ser tão ‘difícil’ para fazer amigos... A minha falta de exposição (sem muitos alardes, obviamente). 

Ninguém me conhece verdadeiramente. Essa introspecção tem seus dois lados. Posso me descobrir com mais facilidade agora, mas, tenho que saber como me ‘jogar’ ao mundo. Eu só tenho que aprender o equilíbrio. Depois dessa minha “descoberta” de hoje, acho que agora posso trabalhar melhor minhas relações comigo mesma e com as pessoas. Não posso mais me encontrar apenas nas palavras, claro, ela sempre será o meio mais apaixonante de todos, mas quero me encontrar no mundo e nas pessoas também. 


* Esses dias parece que estou muito aflorada! Interessante...rsrs 
** Triste pelo fim de Binan e Akatsuki no Yona, sem palavras para descrever! :(

quarta-feira, 25 de março de 2015

Kyary Pamyu Pamyu - Mondai Girl (Full Ver.)



Para animar a aura do blog!!! *-*
Já falei aqui que sou fã da Kyary Pamyu Pamyu? Apesar das musicas e clipes dela serem totalmente 'non-sense', eu adoro a vozinha dela, o estilo bonequinha japonesa moderna e a criatividade dos clipes em relação as letras da música (acreditem, os clipes sempre estão em sintonia com as letras!) 
Enfim, "Mondai Girl" é o novo clipe dela, e eu já estou viciada na musiquinha...!

"Mondai Girl, Hey!"



- Poesia noturna



foi naquela noite,
sob o gélido luar de dezembro
ele me olhou,
como se guardasse todos os meus segredos
na soleira da janela
pensei em como sentir aquele olhar
que parecia me intimidar, convidar-me ao seu peito
mesmo que eu ao menos soubesse,
o dono daqueles misteriosos olhos
 acompanhei os seus passos,
firmes, até curvar-se à esquina,
a esquecer-me perdido em seus mistérios
e eu o encontrei em meus sonhos
em um estranho paraíso - mais do que proibido
estando abandonado em seu leito,
e eu me toquei
que precisava vê-lo novamente, sentir os seus desejos
- descobrir também os seus segredos
necessitava descobri-lo
assim como me tomou a primeira vez

II 

então a segunda noite se aproximou,
alimentando-me dos meus anseios
guardei os temores das minhas antigas paixões
e deixei que os desejos apossassem-se da minha alma
aproximei-me da janela,
todos os rostos que passavam,
ah! nenhum era o seu.
o terrível som do relógio me deixava louco,
eu teria desistido? mesmo depois de consumido? 
a paixão sempre fora tão ridícula, mas inspiradora.
quando vi os teus passos, no final da rua escura
não pude conter o sorriso - sendo extremamente bizarro
parecia que vinha lentamente, como se me provocasse,
seus passos ficavam mais pesados, 
aproximando-se da minha janela,
E então ele parou - ver seu olhar novamente me assombrou
teu sorriso era o mesmo do meu sonho - proibido
então eu percebi,
 era você
aquele homem que eu jamais deveria ter esquecido.



> Esses dias estou um pouco sentimental demais... Loucuras, sabe? Então.  Como em uma miragem, fiz essa poesia aqui... A mais extensa que já produzi. :l
*O título faz referência à Música "My Selene" de Sonata Arctica

terça-feira, 24 de março de 2015

- Descobertas da solidão


As dores não se curam sem sofrimento. 
No final de cada dia, o teu olhar se inunda, mesmo que não queira. 
Não, Não acredito ser o silêncio. 
Nem acredito ser por causa da melancolia pegajosa da noite. 
O dia pode ser calmo, pode ser repleto de sorrisos, 
Recheados de todas as alegrias - momentâneas, mas lindas. 
Porém, a solidão - ela sim, é suficiente.
Pode ser entre multidões. 
Ou, no vazio, do teu quarto. 
Nas iluminadas ruas da cidade.
Vem tudo de mansinho, como em cenas de câmera lenta. 
Entrando em um terreno perigoso,
Mas cheio de faces que escondem-se aí dentro. 
Aquilo que te julga,
exclui, sente, massacra-te.
Vem suave, como lembranças sinceras
Transformando-se em gritos e horrores
Que só você pode conhecer bem,
Ou lidar.
Entregue-se. Entregue-se aos perigos que habitam em ti
Seja nas palavras, nos gestos, nas tuas artes,
a tua solidão de ser. 
Basta apenas uma faísca, a tua coragem,
E uma entrega sincera, de descobrir a si mesmo.


domingo, 22 de março de 2015

- Tenor



Sem os teus chamados
Meus sonhos jamais ecoam
Tenor que se insinua
Nesse palco, que é o meu mundo.
Tu és o protagonista,
Deste drama de idas e vindas
Voltas e partidas,
Entre tragédias e climas de puro
E inconstante romance.
Tua voz é a que canta
O sentir sincero,
Entoado aqui dentro
Recheado de prantos
E sonhos.
Não espero o fechar das aveludadas cortinas
Sentiriam as lágrimas,
Expiadas de um espectador apaixonado.
É que tuas notas me avivam
Alegram minhas “vivas!”
E transformam esse drama
Em um espetáculo - incomparável - de amor.

Just another day...

Oh, eu aceitaria umas duas ou três Ou outras maneiras de viver Mas hoje eu não vou ser tão dura comigo mesma Eu vou caminhar so...