domingo, 7 de janeiro de 2018

2018 / o início



(Flores do meu quintal)

Como disse antes, 2018 chegou e eu não me prometi nada. Comecei o ano da mesma forma 
.... E aquela meu pequeno aperto se solidão das férias surge novamente. Acho que estou bastante sozinha, mesmo com tantas pessoas dentro da minha casa e escrevo estórias e palavras soltas para tentar suprir esta falta de calor.   Eu sumi do blog durante alguns dias, mas não era somente por falta de inspiração, mas de motivação... Tem dias que não tenho vontade de sair, já em outros quero fugir para qualquer lugar longe de onde estou. Eu percebo cada vez mais os meus problemas, mas não sei como repara-los. Eu procuro soluções, mas não sei como executa-las. Por que família é uma questão tão difícil? Por que ser independente é algo tão complicado? Parece até que algumas pessoas já nascem com dom para isso, mas não é. Bem, em minha experiência, percebi que foi a forma como alguém foi criado.. aliada a sua força de vontade. Eu não prometi nada a 2018, mas agora quando fui ele chegou, notei o quanto preciso dessa independência. Meu corpo clama por isso. Apesar das minhas dores tanto físicas, quanto psiquicas, eu preciso andar mais comigo mesma, é verdade. Não é egoísmo, mas.. sim, necessidade. 
 

Nada a oferecer..


O que eu tenho a oferecer?
Palavras tortas?
Um sorriso frouxo,
Ou talvez um abraço desprovido de calor?
Meu corpo está frágil
Pontadas se fazem presentes
Como espinhos que me encarceram
E matam por dentro
Sejam estas palavras que encontro agora
Seja meu próprio corpo que grita por cura
Meu corpo está frágil: nem ele eu posso te oferecer
Por onde andei todo esse tempo?
Nos mesmos metros quadrados?
Não tenho histórias bonitas a contar
Nem fotos azuis e brancas para recordar
Eu não tenho nada a te oferecer
Eu sei que aquelas antigas falácias minhas,
Não podem te cativar
Pode ir embora, se quiser,
Deixe-me aqui, com minhas palavras quebradiças, e pouco amadas,
Com meu corpo frágil, novo e caduco
Eu não tenho mais nada a te oferecer
A não ser a minha própria ausência.




Gmoon 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

PROSA DO DIA - 29/12/2017



O que anda acontecendo comigo? Esses dias comecei a me condenar por deixar este espaço as moscas. Sim, eu não estou mais com tamanha inspiração para escrever poesias. Sinceramente, eu não sei o que está acontecendo. Acho que é um recesso poético; Não é falta de tempo... Entrei de férias dia 22 desse mês, porém estou me concentrando nas fanfics, nos meus jogos... no meu ócio particular. Moon está cada vez mais presente em minha vida... mas ela não se faz mais em versos. Constrói-se como uma voz segunda em minha cabeça, conversando comigo, dando-me conselhos, fala de suas adversidades, mostra-me os seus pólos. Penso até que seu nome 'Moon' não é mais tão adequado. Pode ser Sophia. Pode ser  Selena ou Maria. Ela pode ser muitas. Sinceramente, eu não mais me descubro nos versos. Tenho me desnudado em todos os cantos e cada vez mais descubro algo em mim que não imaginaria. Isso, no meu mundo interno. 
No mundo externo, ainda estou na busca... Procurando algumas escolhas. Mas 2018 bate em minha porta e certo dia me perguntaram sobre metas. Se eu tenho? Não e nem quero. 2017 foi um ano estranho, ruim de lembrar em muitos momentos. Sofri, chorei, esperneei, sorri, menti, corri, corri muito e também cresci. Acho que me apaixonei também, mas ainda não tive êxito neste campo. 2018 chega, para mim, como uma folha completamente em branco e eu não quero manchá-lo com nenhum projeto explicito. Quero simplesmente que chegue. Estou "deixando a vida me levar", let it happen.  Se tem algo que aprendi em 2017 é de que não adianta, de verdade, planejar o amanhã. Ele vem ao avesso de qualquer pensamento que podemos imaginar. É como um professor muito legal da faculdade diz: "Todo projeto está fadado ao fracasso" ou algo do tipo. Meu 2017 não pode ser mais bem contemplado do que por esta frase. Não me lembro se tinha muitos planos, mas sempre nos finais de ano eu me preparo para algo grandioso, que minha vida dê uma guinada ou sei lá o quê. Recebi uma enxurrada de tapas no meu rosto em 2017 de tal modo que notei o quanto era fraca, submissa e insossa. Ainda posso ser, mas pelo menos tenho consciência disso, e já é um passo. Eu s´p preciso me movimentar mais e construir... Se acontecer, aconteceu, se não der, também... não sei. 
Acho que a questão é construir... encarar como um terreno fértil. 
Então, 2018... Pode vir com seu tudo ou seu nada para me inundar. 

G.MOON

domingo, 10 de dezembro de 2017

PERDÃO






Eu deveria pedir perdão
A mim mesma.
Pelas histórias inventadas
Os sentimentos perdidos
E as palavras mal explicadas
Eu deveria pedir perdão a cada célula do meu ser
Por me massacrar com pequenos filetes de pensamentos
Pelos estranhos dias que deixei minha energia para os outros
Eu deveria pedir perdão…
Mas não sei se consigo perdoar
Os caminhos já estão tão longes
Os sentimentos apagados
Há um estranho vazio… um conturbado vazio
Que nega qualquer nova palavra.
Eu quero pedir perdão a mim mesma
Mas não sei se está atitude
Me salvará do meu próprio eu
.


gmoon










sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O manto vermelho



O manto vermelho me aquece
Mesmo que eu mal passa tocá-lo
O manto vermelho traz ao meu corpo magro
O sopro da vida
Mesmo que este venha de longe
Das longínquas terras desconhecidas
Um vermelho escarlate…
Quente,
Mas que abranda o fogo em ciano que ascende
Em meu olhar
Não há mais palavra pra te dizer, querida
Há apenas o teu manto
e, com ele, posso manter-me são
O teu manto, o teu véu
O teu sorriso se encobre,
Divaga para os céus,

Não há nada mais teu que eu queira, apenas,
O divino, sagrado,
Mas também Profano e insensato,
Manto que me encerra.

GMOON

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

poesia e prosa para esvair




















O toque
O cheiro, a sensação
Os nervos que se estressam
Os sentimentos que sobem à minha cabeça
É sempre igual
Seja por conta daqueles olhares
O gesto e a voz
É sempre igual
Um sentimento contido
Meu suspirar torna-se cada vez mais fundo
Certa vez sonhei que estava a ponto de eclodir
E no sonho tudo parecia alívio
Tudo parecia tão sincero
Então eu acordei
Acordei e o sentimento real me toma
Mas não me doma, não se estende
Permanece aqui dentro, crescendo,
estendendo-se por todo o meu corpo.
Sabe aquele aperto sem explicação?
Um choro que vem e suprime,
vem e estoura,
espanta toda visão do que há de bom
são como nós, fortes e bem atados
aqui dentro
a mente estoura em fios que eu não possuo controle
tudo vem de fora,
alia-se ao que está aqui dentro
como se tivessem vida própria
energias próprias
saindo, esvaindo-se entre os meus dedos,
então medito,
medito o quanto dói,
respiro fundo,
mas o que adianta?
do que vem de dentro...
de nada pode-se fugir.
______________________________________________________

Eu tirei a foto desta linda flor hoje. Parecia mais um dia normal, naquela rotina vazia que estou inserida todos os dias. Mas agora à noite, surgiu um sentimento... um sentimento que eu procuro explicações e de nada adianta tanto pensar e me desgastar. Então, vem o choro... o choro que me dominou,  que não é apenas um instabilidade emocional, mas um desconforto que eu ainda não sei bem nomear, que surge quando me deparo com diversas situações da minha vida. eu não sei mais se estou me portando do modo correto... eu só sei que preciso ser forte, mas ainda não sei quanto... ou se aguento. sentia saudades de me sentar e escrever como tantas vezes antes. postei capítulos, dei uma revisada em minhas histórias, me senti melhor... mas a necessidade do sentimento continuava aqui, me afrontando, fazendo de tudo para que seja expelida [ jogada mesmo ]. e saiu ... não são meus versos mais queridos, mas de tudo que tenho vivido, pode resumir... bem, uma parte... uma parte desse sentimento sem nome. eu vejo as pessoas à minha volta e sinto que precisava falar tudo o que ronda a minha cabeça, mas... eu não vejo em seus olhos o que me acolheria. eu posso estar enganada [ muito ] , mas continuo me encolhendo, tentando usar a "persona" de que estou estável, mas basta um momento, uma fagulha para que eu me desorganize por inteira. dias atrás eu escrevi isto aqui e não tive tempo de postá-lo aqui: 
* se a vida algum dia puder ser vivida como se quer... chamem por mim. eu ouço vozes que não me cabem, canto.. de um jeito frouxo e insosso, em caminhos que nada em nada me ascendem... eu leio palavras que pouco me importam. O lar eu não vejo como lar.. assim como meu corpo, não o entendo como meu próprio corpo.. é apenas pele e osso. então, eu sento a beira do meu próprio abismo e choro, esperando a hora das estrelas... a hora da lua cantar nos céus, buscando guias e respostas... em minha santa tolice.*
cada hora, cada minuto, segundo, essas palavras se confirmam.. eu achei que estava indo para o caminho de me tornar mais rígida... decisiva.. mas estou oscilando novamente, me sentindo frágil e desprotegida... como uma criança perdida.

GMOON

domingo, 19 de novembro de 2017

estranho vermelho


















há um toque de intenso vermelho que consome a minha pele
o vermelho das tuas unhas
a cor rubra que pinta os teus lábios
as pequenas manchas que pintam o teu rosto
quando ouve estes estranhos versos
a sensação deste fogo que consome:
de dentro para fora
há um estranho vermelho que me tira do eixo
alucina-me os sentidos
a cor da carne - pele rubra, delicada
como a pétala de rosa que se desabrocha
bem na palma da minha mão
deixo este manto de vermelho tomar o meu corpo
socorram-me destes teus meigos olhos negros que se pintam
 deste estranho vermelho
o novo tom que desviou minhas linhas


GMOON

2018 / o início

(Flores do meu quintal) Como disse antes, 2018 chegou e eu não me prometi nada. Comecei o ano da mesma forma  .... E aquela meu pequeno aper...